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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009Já somos 525!!Umha exclusiva de...
seoique ![]() Já se passou um tempinho desde que no 8 de Novembro de 2008 iniciamos a nossa singradura polo Facebook. Mas... "O que é isto?" Naquela altura, quigemos aproveitar as potencialidades dessa ferramenta de comunicaçom para ajudarmos a divulgar as nossas actividades e, na medida do possível, mantermos algo mais de feedback com toda a massa crítica que nos lê Como dizíamos, a andaina no Facebook iniciou-se abrindo um perfil que já aos poucos dias lograva meio cento de adesões, e semanalmente íamos colheitando umha ou várias dúzias mais... Na véspera do já histórico 8-F (Bilingüismo, Mr. Marshall), o número de amizades era de algo mais de 300. No dia seguinte já eram mais 50 e outras tantas dous dias depois... e em total praticamente 200 sinaturas em duas semanas, tanto como em todo o período anterior. As amostras de simpatia que fomos colheitando emocionárom-nos E como sem vós nom somos nada... MUITO OBRIGAD@S POLO VOSSO APOIO!!
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Escrito às 18:32 nas castegorias: Vários
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No passado 24 de Dezembro, à tarde, cheguei-me a Vigo para, no Restaurante-Cafetaria Mirador del Castro, ter com o amigo Jorge Rodrigues Gomes.
Formado em Filologia Galego-Portuguesa pola Universidade de Santiago de Compostela (USC), Jorge Rodrígues Gomes é professor de língua galega, membro da Comissom Lingüística da Associaçom Galega da Língua (AGAL), e autor dumha recentemente e magnífica monografia intitulada Falas Secretas. Estudo das Gírias Gremiais Galego-Portuguesas e Ibéricas.
No breve espaço de tempo que duram um fino e umha meia de leite o Jorge e mais eu falamos dum monte de cousas: do Latim dos Canteiros ou Verbo dos Arghinas, evidentemente, do Lunfardo, do Tango argentino e do Quizomba, do Pandigueiro, Apalpa-barrigas ou Apalpador, do feia que é a sereia do escudo de Galiza desenhado por Castelao (nada a ver com Daryl Hannah, com certeza), do Marechal Pardo de Cela, de Sei O Que Nos Figestes... Nos Últimos 525 Anos e dos 525 anos, propriamente digamos, de Doma e Castraçom.
O Jorge comentou-me que tinha feito umha "cronologia da guerra de ocupaçom de Castela, com os factos significativos que denunciam a premeditaçom e a intençom de conquista e colonizaçom". Pedim-lhe que, porfa, ma enviasse com licença para a sua publicaçom, cousa que o amigo Jorge fijo logo no dia a seguir, 25 de Dezembro, Dia de Natal.
Assim que, por gentileza do amigo Jorge Rodrigues Gomes eis a cronologia da...
GUERRA COM CASTELA (1475-1486) E SUBMETIMENTO DE GALIZA.
1475
À morte de Herinque III de Galiza e IV de Castela (1474) é proclamado rei de Galiza dom Afonso V de Portugal em Tui, Baiona, Vigo, Redondela e Ponte Vedra, apoiado por Pedro Madruga.1476
Tira-se-lhe ao reino de Galiza o direito de votar nas Cortes. No seu lugar votara Samora.1479
Tratado de paz entre Portugal e Castela. Isabel a Católica, irmá de Henrique III é aceite por Portugal como rainha de Galiza, em prejuízo da filha do rei, dona Joana, casada com Afonso V de Portugal. Os galegos ficam sós contra Castela.1480
Galiza é ocupada militarmente pola “Santa Hermandad”, corpo dependente da rainha de Castela.
O Real Conselho (de Castela) atribui-se o poder para nomear os escrivaos na Galiza. Isto provocará que para ser escrivao haja que saber castelhano.
A rainha de Castela nomeia um governador, Fernando de Acunha, e um corregedor (justiça maior), Garcia López de Chinchilla, ambos castelhanos, com poderes absolutos sobre a Galiza.1482
O sistema de medidas castelhano é imposto em Galiza: a libra de Ávila e a medida de Toledo.1483
Cai o Marechal Pardo de Cela na sua fortaleza da Frouxeira.1485
Cai Saavedra no seu castelo de Cal da Loba em Cospeito.1486
Cai a última praça galega que resistia a Castela: Ponferrada, defendida por Rodrigo de Castro, conde de Lemos.
Morre em Castela em estranhas circunstáncias Pedro Madruga.
A rainha de Castela visita Galiza em outono.
Os concelhos som “vendidos” a regedores perpétuos.
Os nobres galegos som obrigados a ir à guerra de Granada ou ao exílio, incluídos os que se venderam a Castela.
Santiago deixa de ser patrom de Galiza.1480-1486
Galiza é dividida em cinco províncias por Castela.1493
Som proibidas as reunions de muitos indivíduos e as que fossem de mais de um dia, com o fim de evitar conspiraçons contra Castela.1500
Som proibidas as ligas, confederaçons e bandos, e acudir ao chamamento dos nobres.1483-1540
A igreja galega com todos os seus mosteiros perde a autonomia e passa a depender das ordens religiosas castelhanas. Isto terá duas consequências principais: a evasom de capitais e a imposiçom do espanhol como língua litúrgica.1562
A Inquisiçom Castelhana é introduzida em Galiza.
Igual que fazia a Via Anti-Colonial Activa (VA-CA), o professor Jorge Rodrigues Gomes concorda com o professor Aselmo López Carreira "em que a data simbólica da conquista da Galiza por parte de Castela é 1486, ano em que cai a derradeira fortaleza resistente, e em que Isabel a Porca visita a Galiza". Sei O Que Nos Figestes... também. Assim que, como dizemos no nosso Manifesto Cruel e Poderoso, "se nom nos dá antes a Frouxeira", em 2011 voltaremos a comemorar (e bebemorar) 525 anos de Doma e Castraçom ![]()
Escrito às 00:00:00 nas castegorias: Jenaro Jesus Marinhas, Back to the Future
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No dia do seu nascimento, 9 do mês corrente, o Xornal de Galicia tirou um Caderno de Lançamento de 96 páginas com a pretensom expressa de “radiografar a sociedade através da opiniom da gente que habita o território”.
Umha das oitenta personalidades às que o neonato Xornal de Galicia pediu a sua opiniom foi o historiador Dionísio Pereira.
A opiniom do amigo Dioni podemos lê-la (entre a da cantora-autora Silvia Penide e a do presidente da Fundaçom Castelao, Dom Avelino Pousa Antelo) na página 52 do devandito caderno, dentro dumha mui visual secçom intitulada Galícia segundo os galegos e sita a rodapé:
“A doma e castraçom de Galiza pola parte dos Reis Católicos tem influência até os nossos dias”
Pode-se dizer mais alto (numha parte mais elevada dentro da página, por exemplo) mas nom mais claro! Mais claro, água!
Um beijinho muito grande para o Dionísio Pereira! ![]()
Escrito às 00:00:00 nas castegorias: Jenaro Jesus Marinhas, Back to the Future
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Hoje é dia 28 de Dezembro, considerado por muitas galegas e galegos como Dia da Mentira (isso sim, sob o nome cristão Dia dos Santos Inocentes). Mas já que estamos num triénio descolonizador, seria bom lembrarmos que a apreciaçom está sujeita a umha interessante matizaçom. E é que o Dia da Mentira só é celebrado em 28 de Dezembro «na Espanha e em países de língua espanhola», como bem nos lembra a Wikipédia.
Entom, acho que este dia só pode ser considerado umha festividade galega partindo de um conceito quer de Galiza espanhola (ou Galicia), quer da Galiza como país de língua castelhana. E é que a tradiçom galega (comum aos países lusófonos, anglófonos e até francófonos) assinala como data do enxebre Dia da Mentira o primeiro de Abril, quando «vam os burros aonde nom devem ir».
Porém, como tantas outras tradições autóctones, esta estivo a piques de desaparecer, abafada pola maciça presença mediática da celebraçom dos Santos Inocentes como se do Dia da Mentira se tratasse.
Nom falta quem diga que tendo dous dias para festejar mentiras, melhor do que um... ninguém se opom, e se fizemos piadas e risadas os 365 (ou 366) dias do ano, decerto seríamos mais felizes. Também hoje podemos dizer algumha mentira (que nom seja pesada de mais, do contário seria umha putada), mas com a mente aberta e nom colonizada, sabendo que a dizemos porque nos peta, e nom porque no-lo recomendem do nosso bem-querido país vizinho (Espanha). Festejemos alegremente todos os dias do ano, e deixemos tranqüilos os burros até o 1 de Abril ;-)
Escrito às 15:37 nas castegorias: Vários, Gennara del Bruzzo
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Hoje cumprem-se 525 anos do 17 de dezembro de 1483. Emulando a Lara Croft, a plataforma cidadá "Sei o que nos figestes... nos últimos 525 anos" quer comemorar a efeméride da decapitaçom de Pardo de Cela com uma grande exclussiva: a localizaçom da sepultura do marechal e o seu filho Pedro Miranda, executados naquele fatídico dia.
A principal fonte documental sobre o túmulo de Pardo de Cela é a famosa Relaçom da Carta Executória, achada no paço de Taboi, no município de Outeiro de Rei, e escrita, quase com total segurança, por un membro da família dos Saavedras, cerca de 1515. Este texto, um dos poucos redigidos em galego cerrado durante os Séculos Obscuros, refere-se ao enterramento do marechal nos seguintes termos:
...o sepultaron junto a o Pulpito do Evangeo, é porta da Capela mor da Catredal, con grande autoridad. Degolaron juntamente co él á Pero de Miranda Saavedraa é Castro seo fillo, é da sua muller Dona Isabela de Castro.
Para comprovar a veracidade da fonte, a nossa intrépida equipa de investigaçom dirigiu-se à catedral de Mondonhedo, onde se entrevistou com a marquesa Simonetta Dondi dall'Orologio, conservadora do museu catedralício, e Enrique Cal Pardo, deám da catedral:

Eis o espectacular depoimento de D. Enrique, em exclussiva para www.seioque.com:
As peças do puzzle encaixam! A princípios do século XVII, um descendente do marechal Pardo de Cela, que era arcediago na catedral de Mondonhedo, decidiu ser sepultado no mesmo lugar em que estavam os ossos do seu antepassado (isto é, junto ao púlpito do Evangeo, como dizia a Relaçom da Carta Executória), deixando um quantioso legado para evitar que os esqueletos fossem removidos. Após séculos de esquecimento, o túmulo foi descoberto, com ocasiom dumas obras, na década de 60 do século passado, em que foi trasladado à sua actual localizaçom.

A lápide, que reclama uma urgente restauraçom, pode visitar-se na nave lateral direita da catedral de Mondonhedo, justo defronte à porta da capela do Santissimo Sacramento, mais conhecida como capela da Virgem Inglesa. Normalmente, está tapada polo banco da primeira foto e carece de qualquer sinalizaçom. Uma boa metáfora de 525 anos de doma e castraçom.


O 17 de dezembro, no teu computador.

A torta de Mondonhedo nom podia faltar na comemoraçom
Quando faltam apenas 48 horas para que se cumpram 525 anos da decapitaçom do marechal Pero Pardo de Cela Aguiar e Ribadeneyra, publicamos as fotos da cruel e poderosa tertúlia de sábios que aconteceu a sexta-feira, 12 de dezembro, na cidade episcopal que, já agora, estava empapelada de cartazes de "Sei o que nos figestes... nos últimos 525 anos":
O acto foi apresentado por Luis Gonçales Blasco "Foz", que leu um dos Contos do Valadouro, recolhidos por Xesús Pisón, Manuel Lourenzo e Isaac Ferreira, para salientar a importância do marechal Pardo de Cela na tradiçom popular. O historiador Uxio-Breogán Diéguez Cequiel referiu-se à recepçom da figura do marechal no galeguismo contemporâneo. A personagem histórica de Pardo de Cela foi analisada polo lingüista Antonio José Meilán e o medievalista Carlos-Andrés González, que achegou interessantes dados sobre as (boas) relaçons entre os irmandinhos e Pardo de Cela na época em que este era alcaide de Viveiro.
A tertúlia finalizou com um animado debate sobre a misteriosa figura de Fonsa Eanes, que a tradiçom popular apresenta como querida do marechal. A historiografia mais autorizada, porém, indica-nos que a tal Fonsa era na realidade um Fonso (ou Afonso). Esta revelaçom deu pé a uns interessantes mexericos sobre a homossexualidade na Idade Média.
Escrito às 17:53 nas castegorias: Franco Vicetto, Jenaro Jesus Marinhas, O ecrám barato, Onde estás cabeçom?
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