
Há algumas diferenças, segundo os autores, entre os últimos reis suevos. Todos concordam na grande figura de Teodomiro e de Miro, um dos mais grandes reis suevos segundo Murguia apesar do seu desgraçado final. A maioria dos autores consideram Miro sucessor e filho de Teodomiro, mas Vicetto considera que entre os dois reinados houve o de Ariamiro filho de Miro e pai de Miro. O grande especialista Celestino Casimiro Torres, partidário da primeira hipótese tem, porém, dúvidas em quanto a paternidade de Miro que quiçá não seria filho de Teodomiro.
Resposta:
Vicetto dá os seguintes nomes de reis: Carriarico, Teodomiro I, Ariamiro, Teodomiro II e Miro. Porém, ele mesmo identifica Teodomiro II com Ariamiro, Teodomiro (dois nomes para um mesmo rei). Celestino Torres identifica Carriarico com Teodomiro, algo com o que não concorda López Carreira. Celestino Torres também nega Ariamiro, ou não, já que diz que mudou seu nome pelo de Teodomiro ao se converter ao catolicismo.
Como é lógico a historiografia espanhola tem prestado muito mais atenção aos visigodos do que aos suevos. Ainda que numa altura em que os primeiros apenas ocupavam um bocado do que hoje é Catalunha, os suevos reinassem na maior parte do território peninsular. Muitos se nos fala dos Concílios de Toledo e da participação neles dos reis visigodos; porém, isto ocorre por primeira vez no III de Toledo (589) com Recaredo; por enquanto os reis suevos vinham fazendo-o desde o Concílio de Lugo (569) os dois de Braga (571 e 572) dos que se conservam as atas, e alguns mais dos que se conhece a existência mas não há documentação. De quantas igrejas e mosteiros visigodos da Galiza não se fala, quando eram, com certeza, suevos (São Pedro de Rocas, Santa Comba de Bande, etc.) É por isso que as notícias que temos do reino suevo-galaico são, com frequência, escassas e confusas.
Miro foi contemporâneo de Leovigildo e viu o perigo que este supunha para o reino suevo-galaico. Por isso começa uma série de guerras conseguindo dominar o território dos Rucones vizinhos de Cantabros e Bascos e quando se produz a rebelião de Hermenegildo, católico e filho de Leovigildo não duvida em apoiar o primeiro enviando as suas tropas na sua defesa numa expedição a Andaluzia que acabou fracassando, tendo que voltar Miro perseguido por Leovigildo, às suas terras para salvar o reino suevo-galaico. Finalmente assina-se a paz ficando Miro enfeudado a Leovigildo; pouco depois morreria, se calhar de tristeza, deixando o trono ao seu filho, de curta idade, Eurico ou Eborico.
Mas os Galegos não gostavam daquela situação de enfeudamento e vão apoiar Andeca (a quem Vicetto dá o simpático nome de Xan Deza), um parente de Eborico, que não aceitava se submeter aos visigodos. Andeca faz ingressar Eborico num mosteiro e tonsura-o, símbolo da perda da autoridade real. Leovigildo chega à Galiza em som de guerra “para restituir a legalidade” e dá-lhe a Andeca o tratamento que este lhe dera a Eborico, mas Leovigildo não repõe no trono Eborico e com o pretexto da irreversibilidade do seu estado religioso, ocupa ele mesmo o trono e rouba o tesouro real suevo.
Mas ainda acharia resistência o usurpador, um nobre suevo chamado Amalarico, proclama-se rei e reúne um exercito que acaba sendo derrotado pelo de Leovigildo.
Autores consultados: Benito Vicetto, Celestino Torre, Anselmo López Carreira, Emílio González López.
Bêbado, sim. Mas bêbado de beber nas límpidas fontes d'A Nossa História, essas que algum e algumha (uns ninguém que vam para nengures) quer contaminar com álcool metílico (mas essa é outra história, a História dum Crime).
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