A partir de umha certa época, acho que foi ao começar a década dos 70, comecei a dizer, com cautela galega, "quando morra Franco, se morrer". Era apenas brincadeira, o meu racionalismo materialista impedia-me acreditar que a vida do Sentinela de Ocidente nom tivesse um remate, mesmo se este se fazia aguardar mais do desejável. Contudo o tempo passava e o meu firme materialismo começava a abalar. Por fim morreu mas uns anos depois comprovei horrorizado que tal acontecimento podia nom ter ocorrido nunca se o desinteressado oferecimento do patriota exemplar Pita Caruncho tivesse sido aceite; quando o corpo de Pita Caruncho nom desse mais de si poderia-se tomar outro (já sem necessidade de oferecimento, pegava-se noutro corpo em boas condições e o processo podia continuar indefinidamente). Infelizmente, para o antedito Sentinela, parece que a Medicina ainda nom tinha avançado suficiente.
Contudo e de acordo com a verdade revelada havia um problema: a morte é a separaçom do corpo e da alma e Pita Caruncho oferecia apenas o corpo, nom a alma. Porém, asinha resolvi o problema. nem o sentinela nem Pita Caruncho tinham alma: eram uns desalmados. Quando hoje vemos os tremendos avanços médicos é para se botar a tremer, afortunadamente a Santa Igreja nem sempre concorda com eles, nom som tam agudos!
Caruncho s. m. (1) Nome vulgar extensivo, em especial, a insectos coleópteros que roem madeira; carcoma, couça. N. C. Tricophaga tapetiella. (2) Pó proveniente da acçom destruidora dos insectos na madeira. (3) Pó negro que se forma na espiga de alguns cereais e no talo do milho. (4) Fungo que se produz nos grãos de centeio, trigo e milho. N. C. Claviceps purpúrea. (5) Pó negro e de mau odor que adquire a roupa branca depois de estar guardada húmida. (6) Excrescência, erupçom cutânea. (7) Panal que fabricam as vespas. (8) Fig. Velhice. (9) Fig. Qualquer achaque de pessoa velha. Sinón. Carcoma [lat. carbunculu].
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