
A Monja Alfarjas
Ideia e Desenhos: Enrique Couceiro, Ana Pastor, Manuel Fraga, Carlos Negreira
Números especiais de grande Formato: Mariano Rajoy e A. N. Feijoo
Editorial: FAES
Coleção: El Espanhol Universal, Compostela, 1993-
(col/b.n., 181 páginas)
Desde 1992 publica-se na exitosa Revista FAES, da editora homônima FAES (Fábrica Española de Produtos Químicos y Farmacéuticos) dirigida por Jose Maria Aznar, uma série de Episódios da História do Império pequeno intitulada “El Español Universal: Páginas fascinantes da sua Historia” com textos e desenhos das principais figuras da banda cômica espanhola.
Resposta:
Durante estes anos, sobre ideia original de Enrique Couceiro e Ana Pastor e desenho do veterano Manuel Fraga (Franco, Franco!!!, Manolinho “El Facha”, A transação, A prestigiosa noite do caçador), Alfonso Rueda (Apanha o dinheiro e corre, Todos os homens do presidente), Alberto Núñez (Super-Agente Feij009, Demolition Man, Public Enemy) e Carlos Negreira (La, La, La.., Capitão Millan, A mi La Legión), em entregas semanais de 3 ou 4 páginas, incluídas as Colaborações especiais do entrudo de Mariano Rajoy (Porteiro de Noite, O funcionário, “Muy, muy gallego”) foram-se relatando os principais episódios da historia do Império Pequeno desde a Reconquista até o Feixismo.
Uma das sub-séries mais logradas são os episódios “Alfarjas ou a Monja Alférez” que se publicam pontualmente e com continuidade trimestral desde 1993 (Agosto, nº189 e nº190).
Neles desenha-se a rechamante figura histórico-lendária, já no seu tempo e após a publicação da sua autobiografia, de Dona Pilar Farjas (em palavras de Vázquez de Neira, em 1612 "essa traidora manha"), a sonada Monja Alfarjas (1585 – 1650).
Novicia manha à carreira que decidiu passar a Galiza em busca de aventuras. Para não ser reconhecida vestia-se de homem, e fez carreira pola prontitude e fidelidade com que obedecia às ordens dos seus superiores.
Nomeada Conselheira de Sanidade polo mesmíssimo Vice-rei da Galiza, Feijó o moço, foi encarregada de difíceis missões destinadas a liquidar a resistência galaica por meio de “privatizações” e outras formas violentas de choque.
Especialista em medicina preventiva, fanática católica e fumadora compulsiva, pola sua constante tendência a se meter em brigas e tirar da espada por causa da religião, algum assunto de dinheiros ou naipes foi deixando um ronsel de peripécias, algumas delas rocambolescas, opuseiras e mesmo gurtelescas enquanto prosseguia tratando de se fazer um nome e apanhar a mais fazenda, até a sua final fugida a Roma –sem dúvida pola natureza bunhelesca do seu caso- como protegida do Papado.
A Banda desenhada foi escaneada desde as revistas originais.
Para saber mais:
Pilar Farjas, a "maña" e a força [F.V., 29-AGO-09]
Catalina de Erauso [Wikipédia]
DC1592 Catalina de Erauso, la monja Alférez PARTE 2 DE 3 [YouTube]

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