
Em 15 de Fevereiro de 2006 a tristemente desaparecida VA-CA publicava na secçom VA-CA NEWS da sua também tristemente desaparecida página web umha notícia intitulada 1486-2006: 520 Anos de “Doma e Castraçom”.
Citando fontes próximas à Casa Real espanhola informava a VA-CA (que segundo a eminente cardiologista Lydia Loução está viva e reside em Santo Domingo) de que naquele ano de 2006 se comemorava o 520º aniversário da viagem que os Reis Católicos figeram a Santiago de Compostela no Outono de 1486:
Resposta:
“En el “Memorial y registro breve de los lugares donde el Rey y la Reina católicos, nuestros señores estuvieron cada año desde el de 1468, hasta que Dios los llevó para sí”, dice el Dr. Lorenzo Galíndez de Carvajal, con relación al de 1486 “en principio de este año estuvieron los Reyes en Alcalá de Henares y desde allí se fueron a Córdoba. Y ese verano ganaron a Loja, Illora, Moclin, Montefrío y Colomera. Y este año, añade el cronista, fueron los reyes en romería a Santiago, y de camino cobraron a Ponferrada y otras villas y fortalezas y volvieron a tener el invierno a Salamanca”.
[FRAGUAS FRAGUAS, Antonio, Una Impresión del Viaje de los Reyes Católicos a Galicia (separata de los Boletines números 37 y 38 de la Comisión provincial de Monumentos de Lugo), Imprenta de la Diputación Provincial, Lugo, 1953].
Consciente de que “entre as/os anticolonialistas galegas/os a aceitaçom do Marechal Pardo de Cela (decapitado em Mondonhedo em 17 de Dezembro de 1483) nom é tam unánime como a rejeiçom que os Reis Católicos provocam” e dacordo com o experto em temas relacionados com a família real galega Anselmo López Carreira, a Via Anti-Colonial Activa (VA-CA) declarava a de 1486 como “data simbólica da sumisión de Galicia”:
“Desta forma a partir de 1485 os Reis Católicos superaran os obstáculos que estes nobres interpuxeran á súa política centralizadora, feita desde fóra en beneficio da gran aristocracia castelá-andaluza co beneplácito do alto clero galego. Como mostra da vitoria acadada, os reis viaxan a Santiago de Compostela en 1486. Esta pode ser a data simbólica da sumisión de Galicia”.
[Historia Xeral de Galicia, A Nossa Terra, Vigo, 1997, pág. 200].
Ou o que é o mesmo por outras palavras: o Outono de 1486 marcava para a VA-CA o início do que Castelao (citando livremente o cronista dos Reis Católicos Jerónimo Zurita) denominou Doma e Castraçom [D&C] do Reino de Galiza:
“Os Reis Católicos domarom a nobreza e castrarom o povo para trocarem deste jeito umha força de touros em força de bois”.
[Castelao, Sempre em Galiza, Livro III, Capítulo XXVI].
Coraçom de Outono
Às 15:44 horas (GMT) de hoje, 22 de Setembro de 2008, ocorreu o Equinócio do Outono no Hemisfério Norte. Astronomicamente falando, já é Outono na Galiza!
Há 522 anos, por estas datas, vinherom os Reis Católicos “de romaria a Santiago” marcando simbolicamente o início da nossa submissom.
Se aceitamos o calendário proposto pola desaparecida VA-CA (MVLN, Mentireiro Verdadeiro de Libertaçom Nacional) daqui a três anos, no Outono de 2011, comemoraremos 525 anos de colonialismo, capicua, 525 anos de D&C.
Ainda que para quem (como Sei O Que Nos Figestes... Nos Últimos 525 Anos) nom fai cara de nojo para o Marechal Pardo de Cela as comemorações (e bebemorações) dos 525 anos de colonialismo podem começar praticamente desde já (leia-se o nosso Manifesto Cruel e Poderoso).
Comentárom: