|
|
Sábado, 15 de Novembro de 2008No LXIV aniversário do Conselho de GalizaUmha exclussiva de...
Jenaro Jesus Marinhas (do Vale) ![]() Deputados de 'GalEuzCa' no exílio reunidos sob a presidência de Castelao numha homenagem ao Conselho de Galiza (Montevidéu, 1945). À esquerda de Castelao, de fato branco, Antom Alonso Rios.
Hoje, 15 de Novembro de 2008, comemoramos o LXIV aniversário da constituiçom em Montevidéu, República Oriental do Uruguai, do Conselho de Galiza. Ao menos isso é o que di a história oficial, porque a mim me constaaa que na realidade o Conselho de Galiza se constituiu em Buenos Aires, Argentina, na casa de Dom Manuel Puente. Follow up: Segundo a minha fonte, Dom José Bieito Abraira, que estivo presente no acto:
Os membros fundadores do Conselho de Galiza foram Afonso R. Castelao (PG-Frente Popular), Antom Alonso Rios (Federaçom Provincial Agrária de Ponte-Vedra-Frente Popular), Ramom Soares Picalho (PG-Frente Popular) e Elpídio Vila-Verde (Izquierda Republicana-Frente Popular), únicos quatro deputados galegos exilados na América. Posteriormente integraria-se Alfredo Somoza (Izquierda Republicana-Frente Popular). Com a constituiçom do Conselho de Galiza o que queriam Castelao e companhia era homologar o nosso país a Euskadi e Catalunya, paises que já contavam com os seus respetivos governos no exílio, para assim poder assinar com eles a refundaçom no exílio da Tripla Aliança, agora sob o nome de GalEuzCa. Mas este fulcral projecto dos galeguistas do “exterior” nom era visto com bons olhos (vai tu saber porquê) polos galeguistas do “interior”, liderados polo virolho do Ramón Piñeiro, a quem em 7 de Agosto de 1946 Castelao dirige por carta os seguintes reproches:
Em 7 de Janeiro de 1950 e em estranhas circunstâncias (lembremos que para teoricamente aliviar-lhe as dores produzidas por um suposto cancro de pulmom três dias antes lhe fora praticada umha lobotomia!) morre Castelao no Sanatório do Centro Gallego de Buenos Aires. À sua morte sucede-o na presidência do Conselho de Galiza Antom Alonso Rios. Ramón Piñeiro aproveita a conjuntura para, em 25 de Julho desse mesmo ano, fundar Editorial Galaxia e disolver o glorioso Partido Galeguista. Vinte e cinco anos mais tarde... Em 20 de Novembro de 1975 morre (na camaaa...) o ditador Francisco Franco. Em 29 de Setembro de 1977 o presidente do governo pequeno-imperial, Adolfo Suárez, deroga a lei franquista de 1938 que suprimia as instituições catalanas e restabelece provissoriamente a Generalitat de Catalunya. Em 17 de Outubro de 1977 Josep Tarradellas (presidente da Generalitat no exílio desde 1954, trás o imolado Lluís Companys e o demissionário Josep Irla) é nomeado President de la Generalitat provissória. Seis dias depois, em 23 de Outubro, regressa do exílio sendo recebido por umha multidom na barcelonesa Plaça de Sant Jaume. O seu célebre “Ja sóc aqui” ficará para sempre na história de Catalunha e do Império Pequeno. Três meses depois, em 4 de Janeiro de 1978, o governo pequeno-imperial cria por decreto-lei o Consejo General Vasco (CGV) como instituiçom pré-autonómica basca. Em 7 de Fevereiro de 1978, em oitava ronda frente a Juan de Ajuriaguerra (PNV), Ramón Rubial (PSE-PSOE) é eleito o seu presidente, cargo que ocuparia até 9 de Junho de 1979, em que foi substituido por Carlos Garaikoetxea (PNV). Nom foi até 15 de Dezembro de 1979 que, umha vez refrendado o Estatuto de Gernika em 25 de Outubro, Jesús María de Leizaola (nomeado Lehendakari em 1960, após o passamento de José Antonio Aguirre) regressou após 43 anos do exílio.
Em 16 de Março de 1978 o governo pequeno-imperial promulga o Real Decreto-Lei 7/1978 “polo que se aprova o régimem pré-autonómico para Galiza” (PDF) e mais o Real Decreto 474/1978 (PDF), polo que se desenvolve o antedito.
Em 12 de Outubro de 1980 (Dia de la Hispanidad), atirando-se às vias do trem num arrabalde de Buenos Aires o nonagenário Antom Alonso Rios (Presidente do Conselho de Galiza) tirava-se a vida. Suicídio ou assassínio? Quem sabe! O que sim sei é que nada teria sido como foi se após a morte do Franco o bom e generoso Antom Alonso Rios (O Terceiro Homem) tivesse regressado a Galiza como presidente do governo galego no exílio. Nom pudo ser! Mais um comboio perdido na fanada História da Galiza! Jenaro Jesus Marinhas (do Vale)
3 comentários
Comentário from: Gennara del Bruzzo [Membro]
Novamente, um imprescindível documento para a história da Galiza que chega da mão do (sempre polémico) amigo Marinhas (do Vale).
Domingo, 16 de Novembro de 2008 @ 16:13
Comentário from: anónimo [Visitante]
Os alumnos do instituto Santo Tomé de Vigo que teñen de "profesora" á Sra.Gloria Lago(presidenta de Galicia "Bilingüe"), non terán clase de inglés esta semana. Razón: vai a Bruxelas(Parlamento Europeo?) de contacontos.
Domingo, 16 de Novembro de 2008 @ 20:53
Comentário from: Jenaro Jesus Marinhas (do Vale) [Membro]
Obrigadíssimo, amiga Gennara! Para isso estamos! Nom estamos tolos, sabemos o que nos figeram nos últimos 525 anos... e nos últimos 35 também! QUE SE INTEIRE O MUNDO TODO!!!
Segunda, 17 de Novembro de 2008 @ 11:39
Deixe o seu comentário |
| ||||
Comentárom: