
Nom toda a gente sabe da VII Assembleia Nacionalista convocada para os dias 5 e e 6 de Dezembro de 1931, nom é de estranhar porque esta VII Assembleia converteu-se o 6 de Dezembro na Assembleia constituinte do Partido Galeguista; assim pois o 6 de Dezembro celebramos também a nossa constituição, a constituição do Partido Galeguista.
Mas como se chegou alá, estamos ainda a comemorar a I Assembleia Nacionalista celebrada em Lugo em 1918, é conhecido que na IV Assembleia Nacionalista, a de Monforte, o galeguismo cindira-se: a Irmandade Nazonalista Galega dirigida polo seu “conselheiro supremo” Vicente Risco e a Irmandade da Fala da Corunha e algumhas outras que compartilhavam as suas posturas. O fato dirigido por Risco celebrou a V Assembleia na Corunha em Março de 1923, algo que a Irmandade local deveu considerar quase umha provocaçom: a ING era quase inexistente na cidade.
Com a chegada da ditadura de Primo de Rivera os dous sectores tomam umha atitude diferente: a irmandade da Corunha opom-se frontalmente, a ING colabora com o novo regime até que o centralismo do ditador acaba por lhes abrir o olhos.
A ditadura de Primo contribuiu a fechar as feridas e a unificar o nacionalismo, contrariamente à de Franco que conseguiu dividi-lo.
A VI Assembleia Nacionalista tivo lugar, também na Corunha, a 27 de Abril de 1930; a unidade estava reflectida na própria presidência onde estavam Vicente Risco e Salvador Mosteiro (da irmandade corunhesa). Ainda que as ideias triunfantes som as dos corunheses, recolhendo-se o programa de Lugo, no próprio ordinal da Assembleia reconhecia-se legitimidade à ING já que a Irmandade da Fala da Corunha nunca reconhecera a V. Contudo e devido, sobretudo, aos problemas da politica espanhola esta assembleia nom foi operativa e houvo que aguardar ao seis de Dezembro de 31 para a Constituição do Partido Galeguista.
A Nosa Terra que fora órgao da Irmandade da Fala da Corunha converteu-se em porta-voz do Partido Galeguista.
Mas depois do seis de Dezembro que nós também temos motivos para celebrarmos com alegria, vem o sete que supom um dia triste para a Galiza.
Sete de Dezembro
Com efeito, no verao de 1483 e depois de anos resistindo o cerco da Frouxeira por parte das tropas de Castela, uns criados subornados abrem as portas do castelo. Isto nom impede que o marechal Pero Pardo de Cela, com alguns dos seus leais consiga fugir para procurar refúgio em casas amigos do Valadouro. O 7 de Dezembro e depois de umha luita desigual, o marechal é feito prisioneiro na casa do Castro Douro de Afonso Eanes, um dos seus partidários, de ali é transladado a Mondonhedo e encarcerado. Dez dias depois seria executado na praça Maior da cidade.
Glória ao nosso mártir e vergonha eterna para os seus assassinos!!!

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