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    Terrorismo Linguístico [I]

    Um exclusivo de...
    Manuel Morrinha
    Segunda, 28 de Setembro de 2009

    Capa do livro de Manuel Morrinha, por Arthur Pondal Doylhe.

    O terrorismo linguístico é algo que vem de velho, mesmo se não é até há relativamente pouco tempo que os democratas, como Galicia Pilingue, Tan gallego como el gallego, Tan gallego como el gazpacho, Mesa por la libertad lingüística, AGLI (a mais veterana e a que antes viu o problema) ou a Mesa contra el libertinaje lingüístico, começam a se darem de conta. Mas é que alguém esqueceu como o defensor da liberdade linguística, o nosso caro Jiménes Losantos, recebeu um disparo no joelho por ousar denunciar a tirania linguística do catalão?

    O terrorismo linguístico começou na Galiza sob uma forma que poderíamos chamar branda: lixando os cartazes indicadores das estradas para os pôr em galego; isto ocasionaria graves problemas aos nossos visitantes que não tinham porque conhecerem uma das línguas (a não comum) dos Galegos.

    Esta feroz atividade não acabou nem com a tristemente célebre lei de nornalização linguística: os “nossos” terroristas continuaram a mudar os indicadores para adequá-los à normativa lusista: a mesma que utilizava o EGPGC, tería este grupo algo a ver com esta atividade?

    Mas o terrorismo linguístico não se limitou a esta “inocente” atividade.

    LVG, SEX, 29-SET-95, capa (recorte).

    Na capa do excelente e sempre bem documentado jornal “La voz de Galicia” de 29 de Setembro de 1995, sexta-feira, aparece uma terrível foto de um acidente em que um veículo fora literalmente esmagado por dois caminhões, na vigésimo sétima página do jornal figura a notícia desenvolvida.

    LVG, SEX, 29-SET-95, pág. 27.

    Porém já na capa se nos informa da morte de Manuel Jardón Pérez, a sua senhora Josefa Pericón, e uma amiga dos mesmos que morreram véspera, quinta-feira, dia 28.

    “La voz de Galicia” não informa de quem era Manuel Jardón Pérez; porém, era um frequente colaborador do jornal. Porém esse mesmo dia “La voz de Galicia” publica uma esquela do casal pagado polos seus amigos da AGLI.

    LVG, SEX, 29-SET-95, pág. 73 (recorte).

    Resulta-me estranho de parte de “La voz de Galicia” não informar mais algo do seu colaborador habitual, o presidente da AGLI que tantas vezes defendera as justas reividicações da associação que dirigia nas páginas do jornal crunhês. Ocorre-se-me que, quiçá, havia qualquer tipo de investigação e o jornal não queria dar pistas.

    Sábado 30, em página 28, o jornal publica uma fotografia do motorista do camião e fornece um complemento de informação. As explicações são contraditórias: parece como se se tratar de “repartir culpas” entre o motorista do carro, único supervivente, e o do camião que o incrustou contra o outro; o turismo não teria respeitado as regras mas o camião não estaria em regra. Problema de regras, como se vê.

    LVG, SÁB, 30-SET-95, pág. 28 (recorte).

    Não há notícias posteriores, que eu saiba. A única explicação que acho é que “La voz de Galicia” recebeu consignas policiais para não seguir adiante com a sua investigação e, muito ao seu pesar, o jornal deu terra ao tema. Sem dúvida a polícia tinha em marcha a sua própria investigação para dar cabo do terrorismo linguístico e não queria levantar as suspeitas dos implicados. Um mistério envolve a morte de Manuel Jardón Pérez, mistério que aguardo esclarecer para os leitores de seioque.com num próximo trabalho que, desde já, me comprometo a fazer.

    Manuel Jardón Pérez não era apenas directivo de AGLI, era também o seu mais grande ideólogo, publicou o livro La "normalización lingüística", una anormalidad democrática: el caso gallego editado pola prestigiada casa editora Siglo XXI, profundo estudo onde se davam, já, pormenores a sujeito da perseguição dos hispanófonos na Galiza.

    Lembremos a memória de Jardón, nestes dias em que a luta pola liberdade linguística na Galiza está tão de atualidade.

    Camarada Manuel Jardón Pérez, presente!!!

    Continuará...
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    14 comentários

    Comentário de: Franco Vicetto [Membro] Email

    A trilha sonora para este post devia ser Mátame camión, de Los Enemigos. ;)
    Segunda, 28 de Setembro de 2009 @ 00:08
    Comentário de: Jenaro Jesus Marinhas [Membro] Email
    *****

    Esses, Los Enemigos, devem de ser os únicos que nom estám em Galicia Bilingüe, porque em Galicia Bilingüe estám "los amigos, los amigos de los amigos, los amigos de los amigos de los amigos... y asín sucesivamente" :))
    Segunda, 28 de Setembro de 2009 @ 00:13
    Comentário de: Amónimo [Visitante]

    Non sabía que a palmara o Jardón aquel, e menos hai tanto tempo, pois a min o nome soabame, e xuraría que de hai menos tempo.
    Mais a nova, mesturando a infortunada morte desta parella coas cousas dos anti-idioma, coido que non é de moi bó gusto, nen poñer a esquela..non sei, penso que hai que diferenciar os aspectos persoais, e deixar aos falecidos en paz, aínda que en vida foran uns tocanarices.Paréceme dun certo mal gosto o post este, dito sexa cos debidos respetos ao autor.
    Segunda, 28 de Setembro de 2009 @ 03:14
    Comentário de: Galleguzo [Visitante] · http://madeiradeuz.org
    *****

    Muy emotivo recordatorio al brillante intelectual José Manuel Jardón (aunque esté escrito en una jerga incomprensible para mí). Sin embargo, lo que más ha excitado mi curiosidad ha sido ver que en 1995, oseáse, hace 14 años, el periódico La Voz de Galicia escribía sin ningún problema LA CORUÑA.
    Segunda, 28 de Setembro de 2009 @ 09:26
    Comentário de: Manuel Morrinha [Membro] Email

    Sinto muito, a sério, ter molestado a sensibilidade de um visitante anónimo mas, quando Franco morreu,deixou de ser um cabrão vivo para se tornar um cabrão morto. Os homens passam, a sua obra perdura: o livro de Jardón Pérez (Manuel) está nas bibliotecas públicas e nas particulares de muita gente desta Terra; se ponho Manuel entre parêntese não é por brincadeira, um seu irmão era, não sei se segue a ser, vereador nacionalista e por suposto não partilhava as ideia de Manuel.
    Mais uma vez, desculpe.:(
    Segunda, 28 de Setembro de 2009 @ 11:19
    Comentário de: Hermerico Pinheira [Membro] Email
    *****

    Outra que ficava mui era a que adicaram há uns anos a Iulan Toader, o camionista romanês que arrolara mortalmente sete guardias civís. Mas nom lembro o nomem... :>>
    Segunda, 28 de Setembro de 2009 @ 11:32
    Comentário de: Amónimo [Visitante]

    Eu non fico especialmente ofendido nen molesto, só che digo que furar tanto nas circunstancias do accidente quizais non garde moita relación co perfil de "facha", "curuñés rancio", "antigalego enfermizo" e calquera outros axeitados epítetos que se poderían adxudicar a este faro do españolismo acomplexado. Pero que si tivo el a culpa ou demáis, non garda, para min, relación con esas virtudes intelectuais xa ditas.
    E polo demáis, hai cabróns de quen regodearse na súa morte,asasinos, coma Franco, e outros de medio pelo, todo o fachas que queiras, pero que, coma este, non daban nen para o ensañamento (ou recochineo, logo) post-mortem.
    Pero vaia, é unha opinión,sen máis.
    Segunda, 28 de Setembro de 2009 @ 15:43
    Comentário de: Vixía [Visitante] · http://torrevixia.blogspot.com

    Como podo ler na capa, o libro é editado por EXXpaña Editores. Viva Expaña!
    Segunda, 28 de Setembro de 2009 @ 16:09
    Comentário de: O Traveseiro [Visitante] · http://otraveseiro.blogaliza.org/

    Lembro-me que fum case testemunha daqueles feitos. Baixava eu pola costa de São Pedro Mezonzo, para Catro Caminhos, e se escuitou uns metros mais adiante o choque, e depois bocinhas, ambulancias e caras desencaixadas dos peoms.

    A ver se vam reabrir o caso e que este comentário me involucre coma sospeitoso... era o que me faltava. :-/
    Segunda, 28 de Setembro de 2009 @ 17:23
    Comentário de: GalizacapitalBraga [Visitante]
    *****

    Bom, é um tema delicado mas a esquela (na que consta VILLAR DE SANTOS, ORENSE) é um documento público (surpreende-me que dom Santiago fosse tam pouco generoso com o seu colaborador habitual...) e a actitude de LVG é bem estranha.
    Mas eu escrevia-vos para ver de fazerdes uma vinheta com os três famosos macacos tapando-se o nariz, por aquilo do Indro Montanelli e que tanto se fala do “algo cheira a podre”. Se for com uma mão com a outra poderiam tapar a letra quê... Isto último é brincadeira.
    Segunda, 28 de Setembro de 2009 @ 18:59
    Comentário de: Pepe da Bosta [Visitante]
    *----

    Este artista llamado Manuel Marrano o marrana, que probablemente era un chaval cuando murió Jardón ha tenido una evolución política lamentable. Regodearse a estas alturas con la muerte tremenda de Jardón, su mujer y una prima, es propio de nacidos con dificultad. Me recuerda a los fascistas etarras dejando pintadas en las tumbas. No respetar a los muertos por temas ideológicos genera mucho odio. Jardón no mató ni encarceló a nadie, tampoco persiguió a persona alguna. Se limitó a exponer su ideología y lo que él opinaba sobre el tema lingüístico en Galicia, de una forma bien documentada y SIN IMPONER NADA, como los fascistas franquistas que imponían el español y os novos feixistas galegos que quieren meternos el gallego hasta por el culo. Vais de ídem y no olvidéis que muchos que siembran vientos recogen a veces tempestades. Estáis echando mucha leña al fuego y cualquier día os quemáis. No invoquéis la violencia y no busquéis la confrontación.
    Y ese Manoel o como coño se llame que vaya al loquero a revisar esas ideas paranoides de conspiración y atentado porque puede ser un brote psicótico de esquizofrenia que está empezando, de tanta queimada galego portuguesa que debe de tomar. Que os vayan dando a todos, nazi-onalistas separatistas de mierda, perdón, de bosta que es más enxebre, y pronto brindaremos por la recuperación de la L de La Coruña, mal que os pese, porque al final, la razón se impondrá sobre el delirio mesiánico nazi-onalista. Tenéis muy poco futuro y nos aconsejo que forzéis la máquina, no se os vaya a joder todo. ¡Hala!, a rañala po las corredoiras.
    Quarta, 07 de Outubro de 2009 @ 00:05
    Comentário de: Arthur [Visitante]

    Magnífico, Pepe da Bosta, dos melhores disfarces ridiculista-espanhois que já levamos vistos neste apontar da nova tempada.

    Mas meu caro Pepe, por uma questão de ordem rogamos coles a mensagem no Post II Fiesta espanhola... convidamos-te à Esmorga!!!

    O ridiculismo é o único caminho!!
    Viva o esperpento!!
    e já postos abaixo o Clero!!

    :yes:
    Quarta, 07 de Outubro de 2009 @ 11:09
    Comentário de: Manuel Morrinha [Membro] Email

    Prezado Pepe da Bosta (curioso alcunho) Acho que feri a sua sensibilidade, muito o sinto de verdade. Para a sua direi-lhe que nasci tres anos antes do que o falecido Jardón. Aliás, considero que não entende bem o espírito que anima aos trabalhadores de seioque; asseguro-lhe que sou quase um velhinho do mais pacífico e tranquilo que o senhor poda encontrar.
    Com os meus cumprimentos
    Quarta, 07 de Outubro de 2009 @ 13:00
    Comentário de: Un que pasaba por aquí [Visitante]

    fan falta moitos camións.
    Domingo, 25 de Outubro de 2009 @ 01:36

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