
A 5 de Novembro de 1918, o número 71 d'A Nosa Terra dedicava a capa e umha parte dos seus textos a lembrar a memória de Porteiro. Ali figurava esta carta dirigida ao grande homem de Vila Alva.
Mas falemos algo de Penha Novo: em Fevereiro de 1920 foi eleito vereador na Corunha, sendo o primeiro nacionalista que entra num concelho como tal (Porteiro entrara no de Santiago mas numha lista agrária). Com Luís Penha a nossa língua entra no concelho da Corunha e a nossa bandeira iça-se na sua varanda, ai se o visse Paco Vázquez!
Em 1936 era secretário do Concelho de Lugo e está presente nas reunions que se celebram a 19 de Julho para defender a legalidade republicana. O dia 24 ocupa a Presidência da Cámara o comandante Juan Yáñez, a Comisión Gestora que preside suspende de emprego e soldo o nosso vilalvês o dia 26. Asinha é encarcerado em Lugo e depois em Baralha; livrou da morte graças à energia e actividade da sua mulher, Ermitas, membro também da Irmandade da Corunha, que soube procurar influências de gente de direita mas que estimava Luís. Foi deportado ao lugar aragonês de Mallén até três meses depois de acabar a guerra, depois foi confinado durante algum tempo na sua vila natal. Ali como di o seu biografo Bernardo Garcia Cendán "acochou-se no silêncio" até a sua morte, em 1967, num desgraçado acidente de tránsito em que também falece a sua mulher.
Era 24 de Julho, para os que gostarem de efemérides, 33 anos antes (em 1934) presidia o mitim das arengas na praça da Quintana junto com Castelao, Bóveda, Otero, etc. Outra coincidência: o dia em que morria o casal Penha Novo - Ermitas López, outro vilalvês inaugurava o Parador de Vila Alva, nom quero dizer o seu nome.


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