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Quinta, 26 de Novembro de 2009

XXV aniversário da 'consulta popular' da P. do Caraminhal
Umha exclusiva de...
Jenaro Jesus Marinhas

La Voz de Galicia, TER, 27-NOV-1984, pág. 19
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Muito se fala ultimamente em consultas populares. Primeiro foi a de Arenys de Munt (DOM, 13-SET-09), depois a de Arins (SÁB, 03-OUT-09) e no vindouro 13 de Dezembro mais de 620.000 cidadãos e cidadãs de Catalunya (vizinh@s de 115 municípios entre os quais Arenys de Mar, Sant Cugat del Vallès, Vic, Vilanova i la Geltrú, Vilafranca del Penedès) estám chamad@s a consultas. "Querem proibir (Feijóo) querem liberar (Suevos) e (como diria Gabriel O Pensador) a polêmica chegou até o Congresso". Mas isto das consultas populares nom é cousa de agora nem exclusiva de anti-Espanhas como nós.

XXV aniversário da consulta popular da Póvoa do Caraminhal

"Ya hace varios años, el recientemente fallecido Segundo Durán Casáis, alcalde de la Puebla del Caramiñal, convocó un referéndum en su villa, con el resultado de que más del 90 por ciento de la población prefería conservar el nombre que siempre ha tenido: Puebla del Caramiñal."

Com efeito. Em 26 de novembro de 1984, é dizer, num dia igual a hoje 25 anos atrás, levava-se a cabo a apuraçom das votações e proclamavam-se os resultados da consulta popular em que as vizinhas e os vizinhos da Póvoa do Caraminhal deviam escolher o nome do seu concelho.

Como no dia a seguir podíamos ler no jornal zómbico La Voz de Galicia: «Los vecinos de Puebla del Caramiñal se manifestaron mayoritariamente a favor del actual nombre del municipio» e «"Póboa" fué el topónimo gallego más votado».

A Junta de Galiza (que dava a escolher entre "Pobla", "Pobra" ou "Proba" mas nom "Póboa", opçom defendida polos daquela reintegracionistas de mínimos do BNG) tinha dado de prazo até esse dia (TER, 27-NOV-1984) para que a Câmara Municipal (que, segundo conta @ correpondente de La Coz no Barbança, «ya se manifestó en dos ocasiones sobre el tema, optando ambas veces por "Puebla"») escolhesse "um topónimo galego".

O que na altura era presidente da Câmara Municipal (e seria nove anos depois primeira vítima do Terrorismo Lingüístico) Segundo Durán Casais (de quem o nosso colega e mestre Manuel Morrinha já falou aqui no passado 17 e outubro com motivo do XVI aniversário do seu óbito) decidiu organizar umha consulta popular ("una consulta popular, no un referéndum", segundo explicou ao/à jornalista de La Coz) para que o Povo da Póvoa falasse.

"En outubro de 1993 o Tribunal Supremo inhabilitou a Durán por seis anos. Uns días máis tarde morría preto de Vilagarcía nun accidente de tráfico. O seu coche bateu contra un camión de produtos cárnicos que, circunstancias do destino, levaba no remolque a inscrición: Naturalmente Galego."

O processo eleitoral tinha começado em 17 de novembro, dez dias antes de que expirasse o prazo dado pola Junta de Galiza à Câmara Municipal da Póvoa do Caraminhal, com o reparto dos boletins de voto entre @s vizinh@s com direito ao mesmo (dentro de envelopes que incluiam umha carta em que o autarca, "argumentando razones históricas", defendia que o concelho e a capital do mesmo continuassem a chamar-se "Puebla").

Nom sabemos, porque o ignoramos e a notícia de La Coz tampouco o esclarece, se as votações tiveram lugar numha jornada única (domingo 25 de novembro?) ou se duraram toda umha semana. Seja como for, a apuraçom dos votos realizou-se na segunda-feira, 26 de novembro, por espaço de duas horas, de 10h15 a 12h15.

"Desde el primer momento, se observó que había una aplastante mayoría (...) que optava (...) por la actual denominación de "Puebla". E los tres nombres propuestos por la Xunta, el que más votos consiguió (82) fue "Pobla". Los otros dos, lograron escasísimos votos ("Pobra", 13 votos; y "Proba", 11). Por contra, el topónimo "Poboa", que no estaba en las papeletas de votación, fue escogido por 114 vecinos. En las papeletas se podia poner un nombre que los vecinos quisiesen distinto a la propuesta que se hacía."

Para além do seu número de D.N.I. e a sua sinatura (imprescindíveis para que o voto nom fosse considerado nulo) 120 vizinh@s pugeram no boletim de voto um nome diferente aos que se propunham (embora nengum deles se decantasse pola ridiculista proposta do professor Carvalho Calero: "La Puebla del Cambronal"). Os resultados definitivos forom os seguintes:

Censo (7.264). Votos (4.568). Participaçom (62,88 %). Abstençom (37,12 %). Puebla (4.115). Pobla (82). Pobra (13). Proba (11). Póboa (114). Vila do Caramiñal (4). Poba do Caramiñal (2). Trufa do Caramiñal (1). Em branco (110). Nulos (116).

"Ascocarpo subterrâneo, de cor escura, comestível e de sabor marcante, produzido por fungos ascomicetos do gên. Tuber, encontrados somente na Europa, em associação com as raízes de certas árvores, como os carvalhos; túbera", segundo o Dicionário Houaiss, "trufa" também pode ser o "ato de mofar; troça, zombaria, caçoada" ou umha "mentira ardilosa; logro, embuste". Já sabemos que o voto é secreto (bom, nesta ocasiom, nem por isso) mas se alguém conhecer @ mofador(a), trocista, zombador(a), caçoísta que votou pola "Trufa do Caraminhal", por favor, que @ ponha em contato connosco. Gostávamos de que nos contasse a sua história. Para já, muito obrigado.

Por tratar-se dum "ato sem validez jurídica" nengumha a Junta de Galiza ignorou os resultados deste "referendum ilegal" e a pobre Póvoa do Caraminhal foi baptizada com o nome de "A Pobra do Caramiñal" polos popes da língua galega. Trabajar para el enemigo parece ser a sua única aspiraçom.

Jenaro Jesus Marinhas (do Vale)


Escrito às 00:00:00 nas castegorias: Jenaro Jesus Marinhas, Back to the Future
Correio-e , 972 palavras • Chuza!

3 comentários

Comentário from: Vixía [Visitante] · http://torrevixia.blogspot.com
*****

Impresionante que non se mencione en ningún momento o carácter ilegal daquela consulta secesionista. Non dixeron nada no Diario 16? :?: [/retranca]

Non menos interesantes son as mensaxes independentistas subliminais de La Voz de Galicia (que non o vexa Santi Rey). Na columna da dereita atopamos un ardente artigo de opinión baixo o título: "TEMAS DEL PAÍS". E debemos lembrar que por aquela altura nese mesmo xornal o mapa do tempo de Galicia levaba o título "PAÍS".
Quinta, 26 de Novembro de 2009 @ 00:37
Comentário from: Jenaro Jesus Marinhas [Membro] Correio-e

Vixía: o autor da coluna da direita é de Adolfo de Abel Vilela, na altura deputado autonómico por Alianza Popular (1981-1985) mas que haveria de ser, por Coalición Galega, Diretor Geral de Política Lingüística do Governo Tripartito (1987-1989). Adolfo de Abel Vilela voltou a saltar à palestra pública recentemente com umha carta a Roberto Blanco Valdés, publicada em La Voz de Galicia no passado 13 de outubro [chuçada por um tal Teixeiro], e a concessom dumha entrevista a Vieiros, publicada dous dias depois (15-OUT-09).
Quinta, 26 de Novembro de 2009 @ 12:26
Comentário from: Manuel Morrinha [Membro] Correio-e
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Reitero o meu pesar pela trágica morte de dom Segundo, era muito este homem! e que exemplo de democratas!:(
Quinta, 26 de Novembro de 2009 @ 13:16

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