Chegam informaçons sobre tímidos intentos ridiculistas em Euskal Herria. Este intrépido reporter deixou as férias e deslocou-se sem demora até lá e assim traer umha crónica para os nossos leitores.
O Império Pequeno nom deixa de oferecer novas oportunidades para o assombro e a actuaçom: que um juiz considere “ilegalizável” um torneio de mus, um jogo de futebol de salom e umha a jantança que iam decorrer nas festas da vila basca de Hernâni e insuperável como material de humor.
O magistrado Grande-Marlaska afirmou que de se celebrarem essas actividades seriam “umha clara homenagem o conjunto de presos da organizaçom terrorista ETA”. Nom queremos imaginar o que aconteceria se as actividades fossem um torneio de birlos ou chave (pura alegoria da kale borroka) e já nom falamos da petanca, símbolo oculto de irmanamento com os movimentos occitânicos e do terrorismo internacional.

Dentro desses esféricos podem ocultar qualquer cousa... até mais balons! Pensam os agentes.
Sendo já ridícula a decisom do togado espanhol alguns rapazes da vila decidírom respostar com as mesmas armas. Nom sabemos se de jeito espontâneo ou guiados por algumha organizaçom cripto-ridiculista que nom conhecemos, mas anteontem jovens com balons de escuma e calças de desporto percorrêrom as ruas durante as celebraçons e improvisarom umha pachanga com adestradores e árbitros incluídos.
Por desgraça na Galiza sabemos que a reacçom das forças de ocupaçom é a mesma vaias disfarçado de toureiro, jogador de futebol ou cidadao próspero: Bater nas costas dos manifestantes sem importar que a imagem resultante duplique o seu valor simbólico. Já podem supor, antes de ler a crónica em Gara, que os Ertzaintzas decidírom que ante o perigo do poli-carbonato expandido dos balons a melhor estratégia era a mui democrática porra -também um poli-carbonato, mas com um pouco mais de “espírito”-.
Desde Sei o que nos Figestes nos últimos 525 anos queremos solidarizar-nos com esta acçom exemplar e parabenizar a estes raparigos euskalduns que parecem acreditar também em que a festa é o único caminho, ou umha boa opçom para os dias feriados.
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