Após as Citações Célebres de Pipi Estrada e Miguel de Unamuno, o protagonista da nossa Citaçom Célebre de hoje é um poeta castelhano de nome desconhecido.
Esta citaçom é a primeira dumha série de Citações Célebres que iremos retirando do Sempre Em Galiza (SEG, Livro II, Cap. XXIII), livro publicado por A. R. Castelao em 1944 e que bem podia ter-se intitulado Sei O Que Nos Figestes... Nos Últimos 460 Anos.
Mas deixemos que seja o próprio Castelao quem no-la apresente:
Há na América muitos galegos que nom conhecem de Hespanha mais que a sua aldeia e o porto em que embarcarom, e assim nom sabem doutras pátrias hespanholas. A este respeito cumpre que refiramos um sucedido:
Quando foi a Madri o coro galego de Feijóo levava consigo um tamborileiro de Cerponzons, um velho que nunca saira de Galiza. Quando já levavam quinze dias em Madri, o tamborileiro, apouvigado pola morrinha, dixo-lhe a Feijóo: “Eu quero ir-me a Hespanha!” Pois bem; aos galegos que falam de Hespanha e levam no sentimento da sua terra, eu quero dizer-lhes que a nossa Terra é umha Pátria e que esta Pátria foi aldrajada por outros hespanhois a quem só devíamos inspirar agradecimento e admiraçom. E que o conto nom seja que os galegos, aparentemente renegados, tomem a Hespanha como a tomava o tamborileiro de Cerponzons...
Eu sei que todos os galegos estamos orgulhosos de sermos filhos da Terra mais fermosa de Hespanha e quiçá a mais fermosa do mundo. Pois bem; nem isso foi compreendido e respeitado polos castelhanos. E para prová-lo abondará transcrever aldragens em verso –em verso, para que doam menos- devidos ao engenho dos escritores de Castela: (...)
E já sem mais preâmbulos, DENTRO VÍDEO!!!
Agradecimentos especiais a Jaime Cantizano (DEC), Hermerico Pinheira O Suspensórios e Henriqueta Pichel.
Reino infeliz, país desventurado,
De España muladar, rincón del mundo,
Entre tinieblas siempre sepultado,
Áspero, duro clima, templo airado,
Infeliz, bárbaro trato, signo inmundo.
Reino infeliz, país desventurado,
De España muladar, rincón del mundo
Entre niebla siempre sepultado.
Áspero, rudo clima, temple airado.
Infiel, bárbaro trato, sitio inmundo.
Gente sin sociedad, campo infecundo.
Reino infeliz, país desventurado,
de España muladar, rincón del mundo
entre niebla siempre sepultado.
Áspero, rudo clima, temple airado.
Infiel, bárbaro trato, sitio inmundo.
Gente sin sociedad, sitio infecundo.
En el nombre de Dios santo y eterno,
con cuanta fuerza tiene el exorcismo,
te conjuro y apremio, triste averno,
para que me declares por ti mismo
si eres, en realidad, el propio infierno
o si eres el retrato del abismo.
Aí o está, o máis famoso. Curiosamente, ata o de agora non debía estar na rede en versión completa se mr. Google non engana. Isto si que é barroco e o demais imitacións.
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