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    Contra Espanha e o Capital, "dientes, dientes que es lo que les jode"

    Citações Célebres - Lope de Vega (I)

    Um exclusivo de...
    Jenaro Jesus Marinhas
    Quarta, 25 de Novembro de 2009

    Félix Lope de Vega y Carpio
    (Madrid, 25-NOV-1562 – 27-AGO-1635)

    No dia de hoje, 25 de novembro de 2009, o poeta e dramaturgo espanhol Félix Lope de Vega, se vivesse, faria 447 anos.

    Respeitável idade, certamente. Mas nada (pouco mais que a metade) em comparaçom com os 969 anos aos que morreu Matusalém segundo a Bíblia. Todo um Monstro da Natureza, sem dúvida, qualificativo que, junto com o de Fénix dos Engenhos, Miguel de Cervantes dedicou a Lope de Vega.

    E dizemos que "faria 447 anos" porque com ocasiom do bicentenário doutro ilustre galegófobo, Mariano José de Larra (celebrado no passado 24 de março, 8 meses e 1 dia atrás), nalgum meio de comunicaçom pequeno-imperial podíamos ler cousas como estas:

    "el próximo mes de marzo, el padre del periodismo moderno cumpliría 200 años." [Época]

    "Tiene huevos que pongáis que hoy cumpliría 200 años... claro como lo normal es cumplir dicha edad...
    Espero no ver el día 24 de diciembre de este año, hoy cristo cumpliría 2010 años..." [Comentário de Rj em 20minutos.es]

    Brincadeiras aparte, aproveitamos o 447º aniversário do nascimento de Félix Lope de Vega para publicarmos umha célebre citaçom sua citada, entre outr@s, por Mari Pili Garcia Negro em Do racismo ao paternalismo, sem pasarem pola História ou Xabier Lago Mestre em Desprezo dos galegos na literatura castelã. Trata-se dos célebres três primeiros versos deste panegírico do Conde de Lemos incluido no seu livro Laurel de Apolo (Madri 163):

    493
    «Galicia, nunca fértil de poetas,
    Mas sí de casas nobles,
    Ilustres capitanes y letrados,
    Por no dejar sus partes imperfetas,
    Cual blanca palma entre robustos robles,
    Por donde los cabellos coronados
    494
    De mirto y de verbena,
    El Sil anciano blandamente suena,
    Un príncipe llamaba
    De LEMOS y del monte de Helicona,
    Porque juntar pensaba
    Al coronel de perlas
    Del árbol de las musas la corona,
    Y de un círculo solo componerlas;
    Que perlas y laureles juntamente
    Adornan bien de un gran señor la frente.
    Mas como ya pisaba las estrellas,
    O le besaban ya las plantas ellas
    Con manto militar y insignia verde,
    El claro y siempre amado señor mío
    Las esperanzas pierde,
    Y volviéndose más, se anega el río,
    Que entrándose en el llanto de sí mismo,
    De río se hizo mar, de mar abismo,
    Y todos juntos, río, mar y enojos,
    No pueden igualarse con mis ojos.»



    Special Thanks to Eutamsóeu Tam Só Eu & Arthur Pondal Doylhe polas suas barís vozes e a Franco Vicetto pola intermediaçom. Sem a sua entusiasta colaboraçom a realizaçom deste vídeo nom teria sido possível.

    Citações Célebres anteriores:
    * Miguel de Unamuno (II)
    * Luís de Góngora
    * José Ortega y Gasset
    * Mariano José de Larra
    * Anónimo (I)
    * Miguel de Unamuno (I)
    * Pipi Estrada

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    6 comentários

    Comentário from: Arthur Pondal Doylhe [Membro] Correio-e
    *****

    Muito bom meus e minhas ilustres, crueis e poderosos capitães e letrados!

    :yes:
    Quarta, 25 de Novembro de 2009 @ 16:46
    Comentário from: Eutamsóeu Tam só Eu [Visitante]

    hahaahahah!!

    Meu deus!! Vaia voz de ultratumba tenho!! XDD

    Meto medo e todo!!

    Mui boa a entrada!!
    Quarta, 25 de Novembro de 2009 @ 22:52
    Comentário from: Jenaro Jesus Marinhas [Membro] Correio-e

    Muito bem vós os dous, Eutamsóeu Tam só Eu & Arthur Pondal Doylhe! O efeito "além-túmulo" que tem a tua voz, Eutamsóeu, é sem dúvida devido a que os audios que me passou o Franco Vicetto estavam num formato estranho (m4a) e, para solucioná-lo logo, tivem de fazer, digamos, umha captura artesanal ;) A tua voz e o teu sotaque estám perfeitos! Muito obrigado, mais umha vez! :D
    Quinta, 26 de Novembro de 2009 @ 12:16
    Comentário from: Eutamsóeu tam só eu [Visitante]

    ahahahahaah!!

    Mola igualmente!! Como dixo Erika: voz zooombie!! ahahah!

    Gostei muito de participar con vós!!

    Para o que precisedes!

    Domingo, 29 de Novembro de 2009 @ 00:46
    Comentário from: Retallo [Visitante]

    Reino infeliz, pais desventurado,
    de España muladar, rincón del mundo,
    Entre tinieblas siempre sepultado,
    Aspero, duro de clima, templo airado,
    Infeliz, barbaro trato, signo inmundo.
    ANONIMO


    La vista mira, pero no vé cosa
    Digna de ser mirada por hermosa.
    ANOMINO


    El sol con sus nublados asegura
    Que esta tierra no ha visto su hermosura,
    Y la tierra procura obscuridades
    Porque no vea el sol sus fealdades.
    ANONIMO


    La tierra estéril, entre matorrales,
    Solo produce espinas y zarzales,
    Y no hallando de fruto algún indicio
    Ceres suspende aquí su ejercicio.
    ANONIMO


    Hundiose la nave al ver
    Que el Santo Patrón llegó,
    Que al ver la tierra temió
    Que se habia de volver.
    P. CORNEJO


    Porque se avergüenza el Santo
    De mostrar que está en Galicia.
    ANONIMO


    Soberano Señor que permitiste
    que los gallegos te llamasen padre...
    ANONIMA



    Oh, Santo Apóstol que discretos fueron
    Los que en oculta bóveda os metieron
    Para que de esta tierra amparo fuéseis
    Sin que ella os viese ni que vos la viéseis!
    ANONIMA
    Quinta, 08 de Julho de 2010 @ 22:34
    Comentário from: Retallo [Visitante]

    William Dalrymple, "Travels trough Spain and Portugal in 1774 ..." , 1777.- Los gallegos, cuando van a la siega a Castilla "se alejan de sus casas con muchos sufrimientos y soportan las burlas de los holgazanes a los que sirven ..."

    Francisco de Paula Mellado, "Recuerdos de un viaje por España", 1849-51.- "... una de las partes de España más feraces y en donde se experimenta menos miseria, a pesar de la vulgar preocupación que abrigan contra esa hermosisima provincia las personas ignorantes y aun algunas de las que presumen de ilustradas, que la suponen la Siberia española."

    Charles de Daviller y G. Doré, "L´Espagne", 1874.- Los gallegos "han sido siempre objeto de burla para los demás españoles...¡Pobres gallegos!... Se les ha puesto en ridículo en todas las artes: en las coplas, en los sainetes y en las estampas populares. Un poco mas y sería una injuria su nombre, pues quien dice gallego viene a decir tosco e ignorante ..."

    Alfonso Pérez Nieva, "Por las Rías Bajas. Notas de Viaje por Galicia", 1900.- "... Soy madrileño y creese por la villa y corte que en Galicia no hay más que barrenderos, como en Asturias aguadores, juzgando a los ausentes por los presentes que así se ganan, lejos del lar nativo, su pedazo de pan, dando un ejemplo que pudieran imitar sus detractores. Dos insultos hay que el artesano madrileño no tolera: la afrenta a la madre y el que le llamen gallego. Claro es que el error de la plebe no merece tomarse en cuenta; pero a los que en las más altas esferas, aunque con el mismo nivel intelectual, hacen suyo el humillante juicio, cabría preguntarles si la region que dio a su patria un Méndez Núñez, un Montero Ríos, un Pardo Bazán, una Rosalía de Castro, sin volver los ojos a Mayor Fernández de la Cámara y Pita, conocida vulgarmente por María Pita, una de las tres o cuatro heroínas nacionales que han pasado a la historia, no merece más consideración y respeto que el que se le consagra ..."

    Prosper H. Devos, "Cartas de Galicia", 1912.- "... Si no fuera orgulloso el gallego no sería español. Pero, eternamente vencido, súbdito de los visigodos y de los árabes, vasallo de los asturianos, de los leoneses y de los portugueses, en fin, criado en Castilla, sus compatriotas que fueron sus sucesivos amos, no le ahorran ninguna ofensa: He sido tratado como si fuera gallego, dice el español, como nosotros decimos del turco o moro ..."

    Constantino Suarez, "Galicia, la calumniada, Impresiones de un viaje por Galicia - Guía espiritual del Viajero", 1923.- "... Si en nuestra excursión por Galicia no hubiésemos comprobado con evidentísimos testimonios que Galicia está calumniada, no habríamos escrito estas páginas, y nos callaríamos por respeto a lo que se ama ..."
    Quinta, 08 de Julho de 2010 @ 22:38

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