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Domingo, 21 de Fevereiro de 201021-F: Dia da Galiza NegraUmha exclusiva de...
Franco Vicetto
![]() Malcolm X é o melhor exemplo de um sentimento ainda vivo nos EUA: o nacionalismo negro e o orgulho de ser afro-americano. O 21 de Fevereiro de 1965 morreu assassinado durante um comício celebrado num salom de baile de Harlem (New York). Nom o matou o homem branco. Foram alguns dos seus irmaos pretos que nom entenderam, nom, o sentido da sua luita. Órfao de pai por causa das acções assassinas do Ku Klux Klan, Malcolm foi enviado com uma família adoptiva e mais tarde a um reformatório. Envolvido en diversas actividade criminosas, em 1946 foi condenado por roubo e recluso num cárcere. Lá começou a interessar-se pola doutrina de Elijah Muhammad, líder dos muslimes (muçulmanos negros). Malcolm dedicou o seu tempo na prisom a estudar. Quando foi libertado, em 1952, começou a sua luita em prol de uma república negra independente nos EUA, agora sob o nome de Malcolm X, substituindo simbolicamente o seu apelido, derivado da herança da escravatura, por um X que representava o nome desconhecido dos seus ancestrais africanos. As suas diferenças com o Elijah Muhammad obrigam-no a sair da organizaçom e fundar uma nova, agora de carácter laico, a Organizaçom da Unidade Afro-Americana. As más relações com o establishment converteram-no em alvo das balas. Começou a ser molesto para os seus supostos irmaos e isso custou-lhe a vida. O nacionalismo galego sempre simpatizou com a causa dos negros. Negros e galegos, chegados à América em idénticos “negreiros vapores”, unidos pola sua condiçom de expatriados, mao de obra barata (ou gratuita) ao serviço de interesses alheios, igualados pola mesma escravatura:
Escrevia indignada Rosalia de Castro em 1863, um século antes de que Bob Dylan descrevesse o sentimento de todos os desterrados:
Negras e galegos, galegos e negras, memórias de um negro galego que deambula pola avenida Arcádio Pardinhas de Burela como um Panchito pós-moderno. É curioso que os nossos primeiros nacionalistas, os das Irmandades da Fala, apelassem ao vínculo fraterno: «Vede, irmaos galegos, o nosso programa», dizia o Manifesto da Assembleia Nacionalista de Lugo de 1918. Talmente como o movimento negro, que popularizou os termos «brother» e «sister» como apelativo universal entre negros e negras nos EUA. Um dos participantes naquela Assembleia luguesa foi o humorista anti-colonial Afonso Daniel Rodríguez Castelao (aka «irmao Daniel»), inspirador da nossa organizaçom e grande amigo da naçom negra. Som conhecidas as suas Estampas de Negros, realizadas no exílio de New York e que foram publicadas, entre outros desenhos anti-fascistas, no semanário de esquerda Daily Worker. A impresionante actividade propagandística de Castelao nos EUA incluiu uma entrevista em Hollywood com a actriz Joan Crawford (dirigente da ajuda à República espanhola) ou um incrível encontro com trabalhadores galegos nas galerias das minas da Louisiana. Mas o que mais orgulho nos produz é que antes do final da guerra civil, o nosso heroi foi nomeado presidente honorífico da Federaçom Internacional de Sociedades Negras de New York. Para além de «irmao Daniel», Castelao era um brother, um man in black. Negro como um chamiço. «Galiza somos nós, a gente e mais a fala: se buscas a Galiza, em ti tens que atopá-la», explicava o poeta Manuel Maria. Os galegos somos de todas as cores, formas e sabores possíveis. Galegos como o gaiteiro Abdul Solveira do programa Sítio distinto, que Antón Reixa dirigiu na TVG a princípios da década de 90. Ou como Antonio Machín, cantor de boleros, nascido em Cuba filho de uma negra e um galego: «No hay una iglesia de rumbo, / no hay una iglesia de pueblo, / donde hayan dejado entrar / al cuadro angelitos negros». Negros e negras que falam galego cerrado em Lisboa, na Bahia ou em Maputo. Tam longe e tam pretos! Afro-galegos como o Doutor Karamba, catedrático de Parapsicologia da Universidade de Maputo e assessor científico da VA-CA. Galegas que estamos negras após o desastre do Prestige, que tingiu para sempre de negro a nossa bandeira. Todas e todos estamos chamados a celebrar este 21 de Fevereiro o Dia da Galiza Negra. Justo ao dia seguinte do referendo da Constituiçom europeia. Porque, polo sim ou polo nom, nunca mais devemos esquecer o que somos: CLARAMENTE NEGROS.
Terça, 16 de Fevereiro de 2010Sempre perdendo: o suevo RequiárioUmha exclusiva de...
Franco Vicetto ![]() Os deploráveis restos dum exército formado por galaico-romanos e suevos cruzam a fume de caroço as terras altas de Trives, seguindo a antiga calçada romana que une Astorga com Braga. Fogem dum outro exército que os persegue: os visigodos. As tropas galegas acabam de sofrer umha humilhante derrota militar na batalha do rio Órbigo que, como o seu próprio nome indica, deveu ser umha batalha de órdago.
Segunda, 28 de Dezembro de 2009Vídeo incautado pola Guarda Civil de BurelaUmha exclusiva de...
Franco Vicetto Como o filho pródigo de El Almendro, polo fim-de-ano volta a Organizaçom Revolucionária Armada pola Nossa Hora (ORA-NH). Este vídeo apareceu num zulo perto da rua do Ilustríssimo e Reverendíssimo Patriarca Pataqueiro, que ao parecer desprendia um forte cheiro a humidade, humanidade e licor-café (o zulo, nom o Patriarca). Avante já com a ORA-NH! E vemo-nos o 1 de janeiro de 2010, às 23h45 (hora galega) no Pub Penta de Burela: prometem que haverá festa até que os corpos agüentem!
Terça, 15 de Dezembro de 2009Como em Itália!Umha exclusiva de...
seoique
Terça, 01 de Dezembro de 2009Trinta anos sem EBAUmha exclusiva de...
Franco Vicetto ![]() EBA vestido. Ourense, 1933 O dia 1 de dezembro de 1979, há hoje trinta anos, María Xosé Queizán velava o cadáver solitário de Eduardo Blanco Amor no depósito do hospital municipal de Vigo, à espera de que umha ambulância o levasse para Ourense. Pensou nos versos que Curros Enríquez dedicara a Rosalia de Castro no seu enterramento e reparou em que também Blanco Amor levava na fronte umha estrela, além de um estigma social produzido pola intolerância e o obscurantismo da época. "Chegou o Eduardito, o filho da florista, e vem feito um cavaleiro com sapatinhos de puta". Era o pregom que corria por Ourense em 1928, no primeiro regresso de Blanco Amor à sua cidade natal desde a emigraçom argentina. A homossexualidade do filho de Aurora Amor era notória, mas a malévola cidade queria comprovar como aquele moço de café se convertera num elegante jornalista no prestigioso La Nación e nas publicaçons das entidades galegas, onde começava a superar o nacionalismo kármico de Vicente Risco influido polo socialismo do seu amigo Suárez Picallo:
Mais tarde viriam a colaboraçom com García Lorca para a publicaçom dos Seis poemas galegos na editora Nós --embora o seu verdadeiro promotor amoroso fosse Guerra da Cal-- e a sua palpitante A Esmorga, estudada em clave psicoanalítica por Manuel Forcadela: "O Milhomes sería o alter-ego íntimo, a encarnación da tendencia sexual e recoñece que a homosexualidade convértese noutro dos núcleos centrais de toda a a especulación da novela". Como conta Gonzalo Allegue na biografia Diante dun xuíz ausente, a sua condiçom sexual supuxo-lhe perder crédito profissional e mesmo postos de trabalho. E o desinteresse com que foi acolhido na Galiza dos seus últimos anos de vida deveu-lhe resultar muito injusto. *****
A ambulância que transportou o cadáver de Vigo a Ourense deixou o modesto cadaleito de EBA num outro sórdido corredor de hospital. Só a indignaçom da sua sobrinha e alguns amigos fixo possível que, ao dia seguinte, se habilitasse um salom do Concelho onde velar dignamente um príncipe das letras galegas. Logo viriam as pompas fúnebres, o reconhecimento das autoridades, o nomeamento como filho predilecto da cidade. Como conta Queizán, mais umha vez a hipocrisia nubrava a estrela que levava na fronte um grande escritor. ![]() EBA nu. Buenos Aires, 1940
Domingo, 15 de Novembro de 2009Gloria Lake meets Friker JiménezUmha exclusiva de...
Erika Seven
A tensom nervosa com que habitualmente seguimos o programa Cuarto Milenio, apresentado polos companheiros nas tarefas informativas Iker Jiménez e Carmen Porter, tornou-se insuportável no programa do passado domingo, 8 de novembro, ao intuirmos que a nave do mistério de Cuatro ía pairar sobre a privilegiada cabeça da nossa musa Bloody Glory. Dentro vídeo! Apesar de que, por um erro imperdoável da equipa de documentaçom do programa, nom se faga referência ao ilustre apelido Lago, estamos sem dúvida ante umha seqüela magufa da sensacional exclusiva que, sob o título "Litros de álcool (metílico) correm polas tuas veias, mulher" publicou nestas páginas o nosso colega Jenaro Jesus Marinhas o passado 26 de fevereiro. "Queremos libertad para elegir entre etílico y metílico", parecia ser a divisa comercial daquele sórdido ano 1967. Quarenta anos mais tarde, a promulgaçom do malfadado Decreto 127/2007, do 28 de junho, deu origem ao nascimento de Galicia Bilingüe, organizaçom continuadora da tradiçom intoxicadora da família, agora no plano da convivência lingüística. Como di o companheiro Friker: "alguns sofrem convulsons, outros mesmo perdem a capacidade de falar (...). Assim começa este drama". Erika Seven & Franco Vicetto
P.S. Agora que volta a estar na moda em círculos galego-falantes, recomendamos moderaçom com o licor-café, amigos. Sabe a Glória, mas pode resultar muito perigoso.
Quarta, 04 de Novembro de 2009Toureiro e picoleto, solidariedade!Umha exclusiva de...
Franco Vicetto À redacçom de Sei o que nos figestes... nos últimos 525 anos chegou o arrepiante depoimento da pareja de hecho formada por um toureiro e um guarda civil que estám a sofer as repressálias da Subdelegaçom do Governo pequeno-imperial na Corunha polo simples facto de se comportarem como o que som: espanholaços: ![]() Na próxima sexta-feira, 6 de novembro, faremos públicos todos os pormenores do procedimento administrativo-sancionador que se está a intruir contra eses dous patriotas e, em rigorosa exclusiva, as dramáticas alegaçons formuladas contra o acordo de incoaçom do expediente. Toureiro e picoleto, solidariedade! Vestir-se polos pés - como bom espanhol- nom é delito!
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