
Por se nom és deste país ou se pensas que o leite sai directamente do cartom e nom de um úbere, direi-che que hoje há tractorada na Galiza. Trata-se de umha medida de presom insólita, pois havia perto de quatro anos que nom se realizava nenhuma no país. Aliás, de cobertura nacional é a primeira numha década, boa amostra do grave da situaçom.
Como nom somos gente alheia aos problemas do país é que aderimos entusiastamente a proposta de "tractorada virtual" que podeis ver desde ontem neste blogue.
Resposta:
O sector leiteiro galego leva mais de vinte anos condicionado por políticas que se adoptam fora da Galiza, principalmente em Madrid (Espanha) e Bruxelas (Bélgica, aliás capital da Uniom Europeia). O nosso país, potência vaqueira mundial (o país de um milhom de vacas, segundo O'Rivas), viu-se sometido a um regime colonial também para o leite:
Com certeza, vinte e pico de anos de colonizaçom de um sector produtivo nom som equiparáveis aos 525 de doma e castraçom de um país, mas seria ingénuo desvincular o segundo do primeiro: num país descolonizado, há muito que a cidadania teria saído à rua, e nom só as pessoas directamente afectadas.
De jeito indirecto, todas e todos somos vítimas da colonizaçom do sector leiteiro, já que essa ausência de soberania padecemo-la a diário nos shoppings quando imos mercar o cartom. Quando está baixo de preço, nom nos paramos a pensar que a ganadeira ou ganadeiro recebe um preço mais baixo ainda, e que as grandes superfícies comerciais utilizam esse leite barato como isco para nos orientarem a outros produtos mais caros, geralmente situados ao pé do leite. No lado oposto, quando o leite está caro, desconhecemos que o ganadeiro ou ganadeira recebe o mesmo (ou menos!) que quando o mercamos barato, e que esses preços abusivos som resultado da especulaçom e do regime colonial.
Como diziam os defuntos amigos e amigas da VA-CA:
O LEITE CONTINUAAAAAAAA!!!
NOTA: podes unir-te à TRACTORADA VIRTUAL clicando aqui

Comentárom: