
Como comentávamos numha entrada anterior há 163 e 13 dias o comandante Miguel Solís ergueu da cama com ganas de marcha e, depois de se barbear como um bom dandy, começava o pronunciamento contra o Governo Pequeno-Imperial e Pequeno-Moderaooo do general Narváez.
O progresso da revoluçom foi rápido na Galiza, mas nom prendeu no resto do estado o que propiciou a aplicaçom daquel dito popular: Se já o cocho está morto, melhor fazer chouriços. As cidades levantadas organizarom juntas de Governo com rapidez, até o dia 15 que combinarom em Santiago de Compostela para constituírem a Junta Superior do Reino de Galiza. Acudiram representantes de todas as juntas locais, agás os da cidade de Lugo. Alguns justificam essa ausência por diferenças políticas com a junta de Santiago, outros do estado de sítio da cidade das muralhas, os menos dumha disputa para tomar a A-6 e assim recolhemos os da Corunha, ou pola N-540 e mercamos uns queijos de caminho para depois da Junta...
Resposta:
Constitue-se essa Junta com Pío Rodríguez Terrazo como presidente e Abenhumeya -o pseudónimo que emprega Antolín Faraldo Asorey quando era redator chefe de O Recreo Compostelano- como secretário.

Antolín Faraldo (secretário) e Pío Rodríguez Terrazo (presidente),
segundo Manuel Mera (CIG).
A actuaçom de Faraldo, guiado polo seu desejo dum maior governo para Galiza, converte o levantamento militar-burguês na primeira revoluçom nacional galega da época moderna. Assim a Junta, por voz do próprio Faraldo, pediu a Solís para hastear a bandeira do Reino da Galiza guiando os seus homens de armas. Assim falava na proclama revolucionária da Junta Suprema:
Galicia, arrastando até aquí umha existência de opróbio, convertida numha verdadeira colónia da corte, vai levantar-se da sua humilhación e abatimiento. Esta Junta, amiga sinceira do país, consagrara-se constantemente a engrandecer o antigo reino de Galiza, dando proveitosa direcçom ós numerosos elementos que atessoura no seu seio, levantando os cimentos dun porvir de glória.[...] Acordando o poderosso sentimento de provincialismo, e encaminhando a um só fim todos os talentos e todos os esforços, chegará a conquistar Galiza a influência de que é merecedora, colocando-se no alto lugar ao que está chamado o antigo reino dos suevos
Nom estranha entom que a imprensa e os "pensadores" da época adicassem grandes esforços a negar o fondo de reclamaçom de soberania nacional depois da batalha de Cacheiras. Assim, o crego barcelonês Jaime Balmes afirmou que o "pel pueblo gallego no podia seguir esse alzamiento por su buen espíritu", e Francisco Elias de Tejada dicia que "no es lícito elevar a acción separatista uno de tantos ppronunciamentosde la época". Mas umha olhada ao documento da proclama nom admite mais que a mesma admiraçom que Murgia fixou em Os Precursores. Seguiremos pois em esta página o passado futuro desta revoluçom em próximos artigos.

Muito obrigado polo vosso programa....
Comentárom: