
Nos últimos dias tem-se comentado muito a nova política "espiritual" -sobre o consumo dos espíritos alcoólicos- do mui pio vereador da capital da Galiza. Para quem neste tempo de estio e desconexom informativa nom conheça a história a cousa resume-se em que ante o começo do Festiva Feito a Man o concelho enviou agentes da polícia para informar que nos balcons só era permitido vender refrigerantes, contra do habitual em todas as festas, festejos, joldas, feiras, concertos e concertons da história conhecida da cidade. Essa decissom repentina levou protestos dos organizadores do festival, que evidentemente contavam com os ingressos dos balcons para financiar os eventos. O preocupante nom é tanto o caso particular do Festival Feito a Man -entenderam que algo artelhado por umha ssociaçom de opulentos hostaleiros nom nos mova as velas da alma- se nom o precedente que assenta para negar umha via básica de financiaçom de muitos movimentos estudantis, juvenis, culturais, políticos e sociais na cidade. Já começara o seu mandato o senhor alcalde banindo alguns dos atos clássicos do Dia da Mátria com as escusas da segurança pública "num dia tam sensível" e contínua artelhando a sua bateria estratégica com a sempre útil "guerra contra o botellón". Porém esta é a leitura mais singela do acontecido, e também a menos informada e sensível. E mentres nom se analise mais polo miúdo o contexto muitos dos que berram contra o senhor Conde Roa por maltratar a venda de espirituosos podem estar a danar o próprio espírito intangível do vereador, que na realidade é tam frágil como vaporoso o arrecendo da genebra. Deixem-nos explicar o porquê.
Os hostaleiros de Casco Vello parecem ter umha memória propensa a ser afetada polo passo do tempo, e esquecem o duro e consumido trabalho que o hoje alcalde tem realizado durante anos a prol dos seus estabelecimentos. Sem importar se era de noite o já fizera dia, se era feirado o de tabalhar, per fas et nefas, Gerardo Conde Roa foi defensor e cavaleiro do seu negócio. E nom com vácuas palavras que bulem ligeiras na brisa, dispersando-se na nada, mas com feitos e acçons constatáveis, mensuráveis, auditáveis. E se algumha vez recorria do verbo para alocutar a essência palatável do seu discurso era quase tangível, física, perceptível por mais dum sentido e perdurável na memória do mesmo ar. Comparamos o seu proceder com o dum cavaleiro, e era assim pois acostumava fazer companha com outros homens das suas mesmas armas, escudeiros, segreis e mui amiúdo soldadeiras, todos dispostos a acompanhar a regia figura do alcaldível no seu percurso com rumo mas sem destinho pola cidade. Conhecendo novos perigos, atesourando nomes telefones e presentes das senhora e amizades das forças privadas e públicas da ordem. As histórias que os fieis da noite picheleira contam som dignas de ser postas sobre pergameu por sósias contemporâneos de Chrétien de Troyes e Robert de Boron, e seriam de boa ajuda para forjar o espírito de novas geraçons nas forças das amizade e a honra guerreira. Ainda se besbelha a recente gesta montados de carro num semáforo de Sam Lázaro, no que o escudeiro de nome de armas empunhou a espada da vigia do Alcalde e carregou co peso das leis feitas para homens de menor altura. Em resumo, que fariam bem alguns que tanto protestam em se esforçar por lembrar o nome do alcalde, ou melhor, em lhes preguntar aos seus encarregados de seguridade sobre ele.

Porém os mitos têm um fim quando colidem com a realidade para construirem mais altos objetivos. E a vida entregada e boêmia de Gerardo finalizou quando se embarcou numha gesta ainda mais nobre: a conquista da cidade enteira das maos da pérfida avinça socialista-nacionalista. E como o guerreiro que na vigília prega pola bençom dos céus sobre as suas armas, mortificando -e o alcalde é dos de mortificar bem mortificado- o corpo para a redençom da alma, tivo de sacrificar o que mais lhe prazia -pois as aventuras relatadas no anterior parágrafo eram a partes iguais entrega e desfrute dumha alma leda, quase mais grande que o corpo designada para a conter. Tam grande que era preciso um corpo adjunto para a descarregar de tempo, aliás de vários corpos diferentes e entregados- para renascer purificado. Nós podemos imaginar, ainda que fiquemos turbados pola idéia, que desde antes da campanha eleitora e seguindo agora e até saber quando, ficou numha sala de penitência na Estila em local adequado polos seus companheiros de fe (eles grafam FÉ, como CAMINO e EFEBO). Mesmos parceiros de confessom e partido que, segundo contam as fontes de Seioque, o acompanhavam dia e noite e após a saída dos atos eleitorais até a sua morada em Sam Roque para que nom se desviara do CAMINHO.

Todo o anterior leva-nos a perceber com mais claridade o que está acontecer na cidade: O alcalde está em processo de mudar a sua querência polos froitos do alambique mundano polos saborosos -porém nom perfumados pola bergamota e o cilantro- favores do atanor constelado da alquimia espiritual. Argalha-se o nascimento dum home novo, entregado aos serviço de mais altos propósitos e que servira qual semente filosofal para transmutar toda esta mundana cidade. E como em toda catarse do espirito é necessário limpar o templo e adequar o tabernáculo para a receber. Os nossos olhos profanos, nom incursos na purificaçom, podem pensar que todo o que acontece é umha mundana estratégia para eliminar a cultura livre da cidade que procura na venda nos balcons um jeito de financiamiento que nom a faga dependente do concelho ou de promotores privados, e assim reduzir a amostra cultural ao que pode ser controlada polo concelho ou polos amigos dele. Mas realmente só é umha condiçom necessária para esse renascimento, porque até a mais pura das vontades pode quebrar se é exposta a tentaçons e estímulos do passado. Assim a presença livre e desaforada de álcool nas ruas em maos nom expertas -isto é, em locais que contem com o beneplácito e favor da alcaldia- e seguramente maos dirigadas por malvadas intençons contra o neófito Roa só pode atrair desgraças.
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