Hoje, no ECRÃ BARATO de SQNF, vamos dar a oportunidade a Gloria Lago
e José Manuel Pousada
(chefes do entramado publicitário da organização radical anti-estatutária 1 e anti-constitucional 2 Galicia Bilingüe) de defender os seu "argumentos" com total "libertinaje lingüístico". Porque, em SQNF, não só estamos interessadas em saber "o que nos fizestes..." mas também em divulgar (com música disco) "o que nos estais a tentar fazer"!
Gloria e Pepe gostam do "galego natural" e não acreditam nas "lenguas proprias" (parece, portanto, que estamos diante de dois humanistas não-nacionalistas). Dois docentes preocupados com que os seus alunos possam fazer facilmente os "deberes", quer dizer, sem ter de se preocupar pelo que denominam de "lengua (regional), en este caso minoritária, de un poder de comunicación menor que otra".
Gloria e Pepe são duas pessoas, por dizer algo, que simplesmente acham que a sociedade galega tem duas línguas, mas que, apesar do nome da sua organização radical (antes Tan gallego como el gallego, isto já dá para ver por onde vão...), consideram que não todas as galegas temos de ser competentes nas duas (quer dizer, na galega).
PP (Pepe Pousada) é um pobre "maestrilho" formado na universidade franquista e "de la vida", que se orgulha de não ter estudado nunca galego e é favorável à segregação (tipo nazi) das alunas e alunos. Um ignorante que afirma não estar vinculado a nenhum partido político e que considera os bilingues uns privilegiados, uns prodígios da natureza (valorização que, actualmente, deve fazer de todas as pessoas galego-falantes, obrigadas pela constituição espanhola a saberem também castelhano!). PP é um homem, por não chamar-lhe bicho, que considera que o galego provoca danos psicológicos
nas crianças galegas... e que, só deixando-se levar pelas certezas amparadas no saber científico, afirma que "para ser cirujano hay que tocar bien la guitarra".
Gloria (às VT) é uma mulherinha, também por não chamá-la bicha, que aguarda, a pobrinha, "envejecer con lucidez, si puede ser"
(pois vai ser que não!). Uma visionária que afirma a existência de uma Galiza utópica em que as crianças não podem estudar em castelhano! Uma "maestrilha" que afirma não ter visto nunca um pronome queixar-se!
A chefecilha de uma organização radical que, a pesar de se chamar Galicia Bilingüe, não aposta no bilinguismo para todas porque "eso para empezar es casi imposible!" (que pouco mundo têm algumas!).
Ah! 525 anos depois do sequestro da nossa identidade... vêm agora estes dois "pollitos bien" falar em que pretendemos recuperar falantes com "rehenes lingüísticos"!
SENHOR, DÁ-NOS I.R.A.! 
QUE PACIÊNCIA JÁ TEMOS ABONDO!
NOTAS:
1 Os poderes públicos de Galiza garantirão o uso normal e oficial dos dois idiomas e potenciarão o emprego do galego em todos os planos da vida pública, cultural e informativa, e disporão os meios necessários para facilitar o seu conhecimento. Estatuto de Autonomia de Galiza (artigo 5.3)
2 A riqueza das distintas modalidades linguísticas de Espanha é um património cultural que será objecto de especial respeito e protecção. Constituição Espanhola (artigo 3.3)
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