
A quem Deus nom dá filhos, o Diabo dá sobrinhos, di o provérbio galego-luso-brasileiro. A mim o Diabo deu-me um, de quem já tenho falado aqui, que é o Demo! Olhem só a carta que o condenado do Breo escreveu este ano aos Reis Magos, aliás, Suevos.
Queridos Reis Suevos (Hermerico, Requila, Requiário, Frantám/Aguiúlfo, Maldras, Frumário, Requimundo, Remismundo [...] Teodemundo [...], Carriarico, Teodomiro, Miro ou Mirom, Eborico ou Eurico & Andeca):
Nom gostei nada dos presentes que no ano passado me botaram tanto Pai Natal e os Três Reis Magos a.k.a. Dartacão e os Três Moscãoteiros (metílico, feijoada...) quanto Pandigueiro a.k.a. Apalpa-barrigas a.k.a. Apalpador (umha mega de castanhas e um aradinho de pau... UM ARADINHO DE PAU!!!).
É por isso que neste ano (1600º aniversário do Reino Suevo da Galiza) escrevo para as Suas Magestades a ver se os senhores pudessem botar-me o que eu realmente quero: Eu para ser feliz quero um camiom!!!
Como ainda som pequeno e nom tenho ainda a carta de conduzir camiões conformaria-me com que neste ano me botassem o Volante Bilingüe Aprendizaje, de Fisher Price, para eu ir apreendendo a guiar e treinando para o dia de amanhã.
Quando for grande gostava de ser um grande camionista, como o protagonista do filme Duel (El diablo sobre ruedas) ou os protagonistas de Terrorismo Linguístico I e Terrorismo Linguístico II, dous terroríficos relatos escritos por um amigo do meu tio Jenaro Jesus, Manuel Morrinha, baseando-se em feitos reais.
Eu para ser feliz quero um camiom
e cuspir à Gloria Lapo
esmagar ouriços-cachos
eu para ser feliz quero um camiom
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