À primeira hora da manhá de ontem, 17 de Dezembro de 2008, vários/as membros/as da plataforma cidadá Sei o que nos figestes... nos últimos 525 anos recebemos um ... SMS que dizia assim:
Acude À Concentraçom Q Terá Lugar Hoje, 17/12/08, às 20h30 (h. Esp), Perante O Hostal Dos Reis Católicos! No 525 Níver Da Sua Decapitaçom Pede-cho Dsd O Além O Marechal Pardo D Cela! Passa-o!
Os desejos dum Marechal (oficial-general, de patente superior à dos simples generais e cuja insígnia é o bastom) som ordens para nós (máxime se este é o Senhor da Frouxeira) assim que ao largo de todo o dia passamos e repassamos a mensagem e à hora da convocatória (20h30 no Império Pequeno, 19h30 na Galiza) passamos por ali (por diante do Hostal dos Reis Católicos, na compostelana praça do Obradoiro).
Como estava a praçaaa? Homem, nom podemos dizer que estivesse abarrotá, mas o que sim podemos dizer, citando o funesto general Rodríguez Galindo, é que "com seis homens como estes conquistava-se a América do Sul". E nom éramos seis homens que éramos oito! Oito homens e umha mulher! (com efeito, Alema, já o dizemos nós antes de que o digas tu: poucas tias). Modéstia à parte, com nove pessoas humanas de tamanha qualidade (também humana), que continente (ou subcontinente) poderia resistir-se?
Com uns quinze minutos de atrasso sobre a hora prevista e aos acordes da Marcha do Antigo Reino de Galiza (interpretado à gaita de foles polo previamente subornado gaiteiro do Arco de Gelmíres) por volta das 19h45 (hora galega, umha hora mais no Império Pequeno) começou o acto em si.
O acto em si (como pode ver-se na galeria de imagens acima) consistiu em:
Umha série de posados da massa manifestante (e portadora de cartazes, faixa e bandeira do Reino da Galiza) com diferentes fundos: carrinha de Floristas Dorian (a modo de oferenda floral), Estalagem dos Reis Católicos, Catedral de Santiago e Presépio-Árvore de Natal. Leitura a quatro vozes do Manifesto cruel e poderoso (sob o olhar inquisitorial, desde a fachada da sua estalagem, dos assassinos do Marechal Pardo de Cela, os Reis Católicos). Manifestaçom arredor da praça (e dum grupo de frikis vestidos de medieval que para o espanto nosso apareceram por ali). As palavras de ordem mais repetiram foram: Fernando e Isabel, a mesma merda é!, Cos Reis Católicos vamos de cu!, Nom estamos todos, falta Dom Pedro!, Nom, nom, nom, à decapitaçom!, Nom, nom, nom, à Doma e Castraçom!, Doma e Castraçom Nunca Mais! e Depois direis que somos cinco ou seis! O acto encerrou-se com a respeitosa audiçom da Marcha do Antigo Reino da Galiza em versom toque para telemóvel após a qual se ouviram-se berros de: Marcha! Marcha! Queremos Marcha! e Viva Galiza ceive, cruel e poderosa!
Os assistentes e a assistenta onjuraram-se para, no outono de 2011, quando comemoremos o 525º aniversário da viagem dos Reis Católicos a Santiago de Compostela (umha outra data possível e alternativa para o início simbólico da nossa doma e castraçom), encher a Praça do Obradoiro (cada um e umha comprometeu-se a levar um milhar de amigos/as).
Como em toda manifestaçom nacional que se preze houvo ainda um terceiro tempo no Maria Castanha, popular casa de pasto compostelana, sita na Rua da Raínha, que leva por nome o de umha outra patriota galega de quem já falaremos em Sei o que nos figestes... ao seu devido tempo (na última foto da galeria, Xan, o cozinheiro).

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