
No passado 18 de abril, quase um mês antes do 15 de maio que daria nome ao Movimento 15-M, tivo lugar no Obradoiro a denominada Revoluçom das 'Patatilhas'.
Nom nos corresponde a nós dizer se foi ou nom foi o 18-A o que fijo arrebentar a vaga de protestos (pacíficos, bem-humorados e nom-violentos) que floresceram na Galiza e resto do Império Pequeno na passada primavera. Já se encarregarám os livros de História de fazê-lo ![]()
Seja como for, hoje, 18 de julho, três meses depois do 18-A e setenta e cinco anos depois do Alzamiento Nacional, publicamos em Seioque.com o vídeo do evento. Que tampouco era sem tempo.
O que podedes ver neste vídeo (e que nom devedes perder)?
1) Palavras de ordem:
* "Onde está / que nom se vê / o governo / galego, u é?"
* "Uá, governo galego já..."
* "Dous anos sem governo, new olympic record"
* "Isto nom se amanha / indo a 'El Gato al Agua'"
* "Que se defina Feijóo: governo ou platô?"
* "Olimpi, camente, passa o presidente"
* "Este Frijolito / a mim tem-me frito"
* "Frijol, ervilha, toma 'patatilhas'"
* "Si, si, si, vai-te pra Madri"
2) Entrevista em exclusivo para Galicia Confidencial
3) Leitura a três vozes do manifesto do 18-A
4) Interpretaçom do Hino Galego (e que nos quiten lo 'bailao')
[Imagens gravadas no Obradoiro por Gennara del Bruzzo & Xurxo Salgado (Galicia Confidencial) e editadas na sua casinha polo Jenaro Jesus Marinhas].
Resposta:
Manifesto do 18-A
Na quinta-feira 17 de fevereiro (há hoje dous meses, aliás, dous meses e um dia) a Bélgica autoproclamava-se recordista mundial de dias sem governo. Nesse dia a Bélgica completava 249 dias sem que flamengos e valões conseguissem chegar a um acordo para formarem governo, igualando o recorde de desgoverno ostentado polo até a data polo Iraque. Convocadas e convocados através das redes sociais belgas das duas nacionalidades sairam às ruas a “celebrá-lo” no que deram em chamar a "A Revoluçom das Batatas Fritas" porque, ao que parece, as batatas fritas som um dos ícones da gastronomia belga compartilhado por flamengos e valões.
Segundo o jornal Público (o Público.pt, nom o Público.es) informava uns dias depois:
“Esta revolução pacífica aconteceu precisamente no dia em que o país chegou ao 249º dia sem governo, batendo o (pseudo) recorde mundial da nação que esteve sem Governo durante mais tempo. Em rigor isto não é verdade. O Iraque esteve efectivamente sem Executivo em funções durante 289 dias, embora tenha anunciado ao final de 249 dias a
conclusão de um acordo oficial com vista à formação de governo. Se as coisas se mantiverem como estão, a Bélgica poderá sim, no final de Março, comemorar com todo o rigor o título recordista.”E assim for. Na terça-feira 29 de março, 40 dias depois da primeira Revoluçom das Batatas Fritas, as e os jovens belgas voltaram a tomarem as praças (e as batatas fritas) para celebrarem os 289 dias sem governo, recorde mundial absoluto.
Recorde mundial absoluto, sim, mas umha insignificância em comparaçom com os 730 dias, dous aninhos justos, que hoje, segunda-feira 18 de abril de 2011, completa a nossa Galiza sem governo.
Com efeito, hoje fam-se dous anos da tomada de posse (nesta mesma Praça do Obradoiro e com a eurovisiva Lucía Pérez a interpretar o Hino Galego) de Alberto Núñez Feijóo como presidente da Junta.
Dous anos perdidos, um autêntico “biênio negro”, em que ONP preferiu continuar a exercer como líder da oposiçom (já nom ao defenestrado governo bipartido mas ao governo central de José Luís Rodríguez Zapatero) “passando olimpicamente” de assumir as suas responsabilidades como chefe do governo galego.
Olimpi! Camente! Passa o Presidente!
Dous anos sem governo! New Olympic Record!A Comunidade Autónoma de Galicia (C.A.Ga.) nom é um estado (nem sequer um mini-estado, como bem di ONP) e, portanto, duvidamos que a marca galega poda ser homologada oficialmente.
No entanto, nom nos parece essa razom que nos impida celebrá-lo como merece.Por isso de "Sei O Que Nos Figestes..." quigemos propor que a imagem e semelhança dos e das belgas, os galegos e as galegas saíramos hoje à rua para “celebrarmos” o nosso novo recorde (oficioso) fazendo a nossa própria “Revoluçom das Batatas Fritas” (ou das “patatilhas”, como lhes chamam nalgum lugar da Galiza como Vigo ou o Morraço). Por algo somos, como bem dixo o Manuel Rivas, “o país dos grandes e pacíficos comedores de batatas”.
Mais sobre a Revoluçom das 'Patatilhas':
- 18-A: 2 anos sem governo (SEX, 18-MAR-2011)
- Como na Bélgica! (TER, 29-MAR-2011)
- 18-A: A Revoluçom das 'Patatilhas' (TER, 05-ABR-2011)
- 18-A: Precisam-se gaiteir@s voluntári@s (TER, 12-ABR-2011)
- 'Pringles' da Galiza: Unide-vos!!! (SEX, 15-ABR-2011)
- Revoluçom das Patatilhas: Hoje 18-A às 8 PM! (SEG, 18-ABR-2011)
- O dia que as 'patatilhas' tomárom o Obradoiro (TER, 19-ABR-2011)
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