
Há poucos dias, a imprensa séria do País dava conta de umha notícia bem singular: a Junta patrocina umha exposiçom sobre extraterrestres. Embora patrocinada polo governinho feijoano, será para uso e desfrute do público mais aguerrido, pois esta exposiçom andará pola capital do Império Pequeno.
Segundo informações jornalísticas, este evento intitula-se El Diseñador de Especies, e baseia-se num livro de Herikberto M.Q., a.k.a. Heriberto Muela Quesada, em que se afirma que a evoluçom das espécies no cosmos é muito similar, ideia que exploram o seu trabalho e a amostra, mas também outros sucessos, relata GC:
O propio autor asegura deste libro que “está inspirada en la propia vida del artista, y tiene un transfondo realmente misterioso; puesto que relata extrañas experiencias juveniles que tuvo el autor y su familia con una civilización extraterrestre”.
Nom deixa de ser lamentável curioso que esta nova seja, no tempo, mais ou menos paralela do desmantelamento do sistema de I+D+i galego, com reduçom de bolsas e do orçamento destinado à investigaçom... ou simultânea com as declarações de um exultante Feijóo atribuindo a poderes de outro mundo o suposto êxito do Jacobeu/Xacobeo. Para que investigar podendo crer, para que governar podendo rezar?
Mas se pensam que esta minha reflexom é umha chança (1, e novamente 1), andam bem erradas/os. Eu, mais bem, creio que é apenas o começo do que vai vir, um globo sonda para testar (in)sensibilidades, porque, como alertávamos no verão, caminham entre nós.
A vida imita a Arte e a política galega nom podia ser menos. Se se me permitir o símile taurino, aliás, picassiano poderíamos dizer que na Galiza, após o Período Rosa do governo bipartido, estamos a viver um Período Azul.
Mudaram os palhaços da tele (gaita) mas a palhaçada continua na mesma ou mesmo pior. Bem pior, nom há cor (nem Micolor). No 1º de março do ano passado (depois de amanhã fará um ano e cinco meses daquele fatídico Domingo de Pinhata) O Presidente Taurino (Emílio Pérez Tourinho Miliki) tivo que deixar pista ao Circo Feijóo.

No Circo Feijóo, como em todo circo que se preze, todos os palhaços som parvos nom sendo um. E nom fai falta dizê-lo, já o próprio nome cho está dizendo, quem é o palhaço listo (e sério) no Circo Feijóo.
Alberto Núñez Feijóo aseguró que su Gobierno “non vai plantexar de ningunha maneira” la abolición de las corridas, y abogó por “ser un pouco máis serios neste asunto”.
[Taurinos y antitaurinos creen que “en Galicia no habrá prohibición”, Xornal de Galícia, QUI 29-JUL-2010, pág. 4]
Mas em certas ocasiões (Carminha Burana, Sara Mago...) o palhaço listo passa-se de idem, pinta-a e acaba sendo motivo de riso para todo o mundo, palhaço ou nom. Como aconteceu com o homem da Feijooneta (Xsara Picasso) nesta memorável ocasiom:
"Cuando se revisa la pinacoteca de Picasso se advierten bastantes asuntos de tauromaquia. No sé si el señor Picasso era catalán, pero creo que sí".
É-che bem certo, nom há listo que nom a pinte. E Feijóo nom ia ser menos, ele que vai sempre feito um pincel. Pintou-na! Habituado como está a andar “na corda bamba ou arame, demonstrando sua destreza em exibições públicas” o funâmbulo Feijóo pecou de excesso de confiança, arriscou sem rede (Google, Wikipédia...) e meteu-se contra o chão umha hóstia do copom. E da hóstia que se meteu ficou-lhe a cara deformada (essa cara que ele tem, maior do que a sua espalda). Ficou-lhe um perfil picassiano que nem a Rossy de Palma. Feijoonete, se nom sabes, pá que te metes?
É certo que, como advertiu o listinho do Feijoonetti, quando se revisa “a pinacoteca de Picasso” se advertem “bastantes assuntos de tauromaquia” (todo-lo-sabe-todo-lo-entiende, muy entendío é) mas nom é menos certo que se advertem bastantes assuntos de circo também (palhaços, saltimbancos, arlequins...)
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E se há umha figura que aune esses dous mundos (tauromáquico e circense) essa é, sem dúvida, a do entranhável Bombero Torero, um papel que polo seu curriculum em matéria de incêndios iria que nem pintado ao El Niño de Os Peares, Alberto Núñez Feijóo.

Igual que O Nosso Presidente eu tampouco sei se (como o President José Montilla, El Cordobés) o senhor Picasso era catalám mas, a diferença d'ONP, eu acho que nom. Acho que o senhor Picasso era um “corunhês de pró” pois se bem malaguenho saleroso de nascimento (parafraseando as impagáveis palavras de Carlos Negreira sobre Millán Astray) “ha vivido en La Coruña, ha pintado en La Coruña y ha fundado en La Coruña una fundación.”
[Ao Feijóo] estivo-lhe bem por palhaço. Eu nom digo partir-lhe a cara (como lhes pedia o corpo no vídeo aos quatro de Boqueijom) mas umha boa tortaaa...
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