
"Gente com gente..." que me diz sempre uma boa amiga que tem toda a razão do mundo. Quando uma lê pela primeira vez (ou ouve de viva voz, se tiver pior fortuna) estas palavras de Rosa-d'EspaÑa, sente-se ofendida. Pensa... serão "cazurros", que dizia o outro, estes "politiquinhos" pequeno-imperiais!
Sequestrada pelo zombismo a que nos tem submetidas o Império Pequeno... por inércia, pensei naquilo que queria dizer Rosa-d'EspaÑa, e imaginei Frijolito com a camisola da selecção galega! A imagem, inacreditável e grotesca, levou-me a uma interessante reflexão. Será que se pode ser galego "no mau sentido da palavra"? Por que pensamos sempre que Rosa-d'EspaÑa está errada? Será que, embora sem ela o saber, desta vez disse algo de jeito?
Certo, há uma maneira de ser mau galego... que é aquela que deprecia e deslegitima os seus. Ah, minha Rosa-d'EspaÑa, desta vez ainda disseste alguma coisa de jeito! A seguir, vai a imagem da selecção de "mui galegos, no sentido pejorativo da palavra" que eu imaginei.
Como diz muito e bem aquela minha amiga:

José L. Baltar, Juan Canalejo, Camilo J. Cela, José Posada, Paco Vázquez, A. Núñez Fejó, Gloria Lago, Mariano Rajoy, Francisco Franco, Manuel Fraga e Millán Astray.
A partir de umha certa época, acho que foi ao começar a década dos 70, comecei a dizer, com cautela galega, "quando morra Franco, se morrer". Era apenas brincadeira, o meu racionalismo materialista impedia-me acreditar que a vida do Sentinela de Ocidente nom tivesse um remate, mesmo se este se fazia aguardar mais do desejável. Contudo o tempo passava e o meu firme materialismo começava a abalar. Por fim morreu mas uns anos depois comprovei horrorizado que tal acontecimento podia nom ter ocorrido nunca se o desinteressado oferecimento do patriota exemplar Pita Caruncho tivesse sido aceite; quando o corpo de Pita Caruncho nom desse mais de si poderia-se tomar outro (já sem necessidade de oferecimento, pegava-se noutro corpo em boas condições e o processo podia continuar indefinidamente). Infelizmente, para o antedito Sentinela, parece que a Medicina ainda nom tinha avançado suficiente.
Contudo e de acordo com a verdade revelada havia um problema: a morte é a separaçom do corpo e da alma e Pita Caruncho oferecia apenas o corpo, nom a alma. Porém, asinha resolvi o problema. nem o sentinela nem Pita Caruncho tinham alma: eram uns desalmados. Quando hoje vemos os tremendos avanços médicos é para se botar a tremer, afortunadamente a Santa Igreja nem sempre concorda com eles, nom som tam agudos!
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