
Enlixóuse a cidá de telegramas
un lús pola mañá ás doce horas:
convocatoria urxente
defensa postulados
cotización, finanza, dividendos.
O monstruo abríu a boca:
xa témo-lo argumento
para ofercer aos dioses novas víctimas.
Assim começa O Edifício, tremendo poema de Celso Emílio que figurava na primeira edição de Longa noite de pedra, eliminado na segunda e recuperado na que Celso chamou definitiva.
A ignorância dos censores não soubera ver que esse poema estava dedicado ao que eles -os censores- chamavam o Alçamento Nacional; o segundo censor foi mais listo.
Mas que dia era esse lús pola mañá ás doce horas de que fala o poeta: era 20 de julho de 1936, sim, vinte, porque na nossa terra a sublevação fascista teve lugar esse dia e vão sendo horas de des-colonizarmos, também, o nosso calendário.

Ontem, em "Sei o que nos figestes... nos últimos 525 anos..." celebramos (pois é, dizemos bem) o 33º aniversário da morte de...
Francisco Franco Bahamonde, um homem tam pequeno, tam pequeno que... o seu retrato cabia nas pesetas.
- Ano Rosso Quin(tana)
Cabe-me, em nome do júri, dar os parabéns a todos os participantes polas suas fantásticas achegas. E, nomeadamente, cumprimentar o feliz ganhador, que receberá um exemplar das Obras Completas de Manuel Curros Henriques.
P.S. Ano Rosso, melhor que seja de Guijuelo. No júri somos nacionalistas, mas temos estômago.
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