Eraserhead (No Céu Tudo é Perfeito em Portugal e Cabeza borradora no Império Pequeno) é um filme de horror surreal escrito e dirigido por David Lynch.
A cabeza borradora (cabeça de apagamento em Galego Cerrado) é umha das três cabeças magnéticas que possui um gravador magnético de audio ou vídeo (cabeça de apagamento, cabeça de gravaçom e cabeça de reproduçom) e (segundo o Aurélio) "produz uma magnetização uniforme do material magnético, apagando o sinal que estiver gravado".
Borrador (na língua do Império Pequeno, também em galego zómbico) pode ser duas cousas em Galego Cerrado: um apagador (eraser ([AmE], board rubber [BrE]) ou um rascunho ([de redaçom, carta] rough draft; [de contrato, projeto)] draft; [de desenho] sketch).
A cabecinha pensante do Anxo Lorenzo é borradora nos dous sentidos do termo:
1º) porque ele e ninguém mais que ele (ou isso di ele) é o autor inteletual do borrador (rascunho, draft) do Decretaço Anti-Galego e
2º) porque semelha ter apagado tudo o que o seu proprietário fijo ou dixo no passado.
Ai, Mr. Lawrence, Mr. Lawrence! Quem te viu, quem te vê!
Hoje o samba saiu, lá lalaiá, procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer
Num artigo recente, o prestigioso jornalista espanhol Carlos Herrera, comentou a acçom realizada na Universidade de Santiago de Compostela por «un comando de violentos individuos que responden al nombre colectivo de Asociación Estudiantil de Esquerda Universitaria Agir», que metêrom várias galinhas numha aula que, polos vistos, ministrava «el muy ácrata e ilustrado profesor gallego Miguel Cancio». Herrera qualificou os protagonistas da galinhada de «gilipollas» e «borrachos matones».
Mas o que parecia um artigo-insulto (género estrela d Brunete Mediática) espanholista cara aos de AGIR, realmente revela umha semântica que destila um exacerbado nacionalismo imperialista galego por todos os lados.
Se você acaba de formular a estrondosa pergunta de antes, é que ainda nom reparou nessa semântica à que antes aludim. Leia bem acima e verá que Herrera se refere a Cancio como «profesor gallego». Se atendermos à legalidade espanhola, Cancio é ASTURIANO, pois é do município da Veiga de Riba d'Eu, oficialmente e em castelhano do Reino, Vegadeo, concelho que os imperialistas galleguzos situam na Galiza Irredenta.
Por isto podemos afirmar, sem rubor, que apesar da maquiagem que aplica à sua linguagem, Carlos Herrera é um genuíno patriota galego, com essa subtil referência à galeguidade da Veiga (de Riba d'Eu).
P.S.: o ilustre professor ga-le-go Miguel Cancio, o movimento Tetinhas e Pirolinhas Ceives mais a sua relaçom com a nossa língua comum ham merecer um outro artigo.
... do que mil palavras. Eis a melhor crónica da manifestaçom do 17 de Maio.

Dedicado com carinho aos nossos musos e musas ;-)
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