
Neste domingo, 8 de novembro, fam-se nove meses do 8-F. Com motivo do noveno cumplemeses daquele Domingo Oleiro (que ficará para sempre como Sunday Pottery Sunday nos anais) queremos fazer público um lamentável sucedido de que, polo que for, por vergüenza torera talvez, nom tínhamos informado ainda a nossa distinta audiência.

A finais de julho de 2009, cinco meses e meio depois da celebraçom da manif convocada (com o inestimável apoio de Falange Española, UCE, AVT, Ciutadans-Partit de la Ciutadania, UpyD e PpdeG) por Galicia Bilingüe (a associaçom antes conhecida por Tan Gallego Como el Gallego), dous dos participantes na comparsa ridiculista que deu em chamar-se “Bilingüismo Mister Marshall” --concretamente, o toureiro e o picoleto-- receberam nas suas moradas umha pouco amigável carta da Subdelegaçom do Governo pequeno-imperial na Corunha, pola qual se incoava contra eles um “procedimento sancionador” polos seguintes feitos (“infracción grave”, 301 €):
“El día 8 de febrero de 2009, a las 14:30 horas, los agentes denunciantes ["Comisaría de Policía de Santiago de Compostela"] que se encontraban en la confluencia de las calles General Pardiñas con Montero Ríos, de Santiago de Compostela, con el fin de garantizar la seguridad de las personas que abandonaban la Plaza de la Quintana, donte finalizo [sic] la manifestación de "Galicia Bilingüe". Pueden observar como en la citada confluencia se esta [sic] produciendo un tapón circulatorio con retenciones y fuertes sonidos de bocina, provocado por un grupo de jóvenes que se enfrentaban con varios viandantes que abandonaban el lugar. Al ser requeridos para que depongan su actitud no acceden y es tras ser identificados cuando deponen su actitud inicial. Identificada una de estas personas resultó ser Ud.”
Como demonstra o avondoso material gráfico -fotográfico e videográfico- existente), estas acusaçons som falsas:
1º) Nom eram as duas e meia, hora pequeno-imperial, mas umha hora mais tarde, as três e meia... ou mais. Perante a impossibilidade física de unir-se à manif de Galicia Bilingüe (como era o seu desejo e o seu direito constitucional), depois de permanecer por um longuíssimo espaço de tempo na Alameda sob custódia policial, a comparsa ridiculista deslocou-se até a estátua de Rosa Díaz, aliás, Rosalia, primeiro e à Plaza de José Antonio, aliás, Praça Vermelha, depois. Supondo que a batalha campal na zona velha (cujos ecos tinham chegado até a Alameda) teria terminado já, o que restava do bloco ridiculista dirigiu os seus passos até lá (Praça Vermelha, República de El Salvador, General Pardinhas...) com a sã intençom de almoçar, aliás, merendar.
2º) Os “agentes denunciantes” nom sabiam nem onde estavam, pois nom se encontravam “en la confluencia de las calles General Pardiñas con Montero Ríos” como afirmam na sua denúncia mas, como pode ver-se em fotos e vídeos, na confluência das ruas General Pardinhas com a Carreira do Conde quando caminho da zona velha interceptaram o bloco ridiculista.
3º) O “grupo e jóvenes” de que faziam parte o toureiro e o picoleto transitou em todo o momento polo passeio da esquerda (olhando para a zona velha) polo que dificilmente pudo produzir o “tapón circulatorio con retenciones” de que é acusado. Em todo o caso seria a própria Polícia Nacional (com os seus camburões ou tintureiros e o seu dispositivo policial absolutamente desproporcionado) a que produziu o “tampom” de marras.
4º) E o que dizer do seguinte trecho? ”Al ser requeridos para que depongan su actitud no acceden y es tras ser identificados cuando deponen su actitud inicial”. Melhor vejam fotos e vídeos e tirem as suas próprias conclusons! 
De SOQNF pudemos ter acesso às “alegaçons” que o guarda civil e o toureiro apresentaram (em Galego Cerrado!!!) dentro do prazo concedido de quinze dias. Para deleite da nossa distinta audiência procedemos à publicaçom destas últimas, depois de convenientemente anonimizadas:

Polas informaçons que temos, o procedimento administrativo segue o seu curso, com o depoimento das testemunhas propostas mediante “declaraçons juradas ou sob promessa”. Nove meses depois do dia de autos, de Sei O Que Nos Figestes... Nos Últimos 525 Anos berramos:
Atualizado DOM, 08-NOV-09:
Sempre nos meios, como El Jueves. A muito surrealista notícia das denúncias ao toureiro e ao picoleto ridiculistas já saiu no Chuza, em Esculca, em GZnación e hoje, noveno cumplemeses do 8-F, na contra-capa do Xornal. Muitíssimo obrigado a Pingheiras, o esculcador anónimo, Redacción e Cris Moss -respetivamente- pola difussom. E, antecipadamente, aos que ainda difundirám ![]()

Atualizado TER, 10-NOV-09:
Os nossos amigos no Portal Galego da Língua e em Menémame.net também se lembraram hoje dos nossos heróis. Muitíssimo obrigado a Informante e a comakenkouvechover também! ![]()

Nunca tal cousa pensaria. Eu tinha entendido que a bilharda nom passava de um jogo, ou só de um desporto após a profissionalizaçom dos últimos anos, com a criaçom da Liga Nacional de Bilharda (LN
.
Porém, ultimamente as fuerzas del orden andam mui preocupadas polos palanadores e palanadoras, seguindo-os por toda a parte e mesmo multando-os por cousas como colar cartazes ou levarem material bilhardeiro nas suas viaturas. Da LNB já pediram ao departamento que dirige a moça do conselheiro de Economia uns carnés profissionais para poder demonstrar que as palanadores e palanadores nom levam armas brancas, mas material desportivo.
Estes factos, que escandalizaram muita gente de bem, realmente som a prova palpável de que trás deste desporto há escuros intereses encaminhados a subvertir el orden constitucional. Como sempre, a equipa de investigaçom de Sei o que nos Figestes... tem todas as informações.
Comentárom: