
A conselheira de Sanidade do Feixismo, Pilar Farjas, chegou à Corunha um bom dia de 1992, movida polo indisolúvel vínculo conjugal com o antropólogo Enrique Couceiro, que acabava de obter uma vaga na faculdade de Sociologia da UdC. Bom conhecedor dos problemas da endogamia paroquial tradicional, Couceiro foi buscar moça longe, em concreto à racial e estrepitosa Calanda, vila aragonesa que deu filhos tam surrealistas como o cineasta Luis Buñuel e a própria PIlar Farjas.
Formada em Medicina, o traslado à Galiza implicou para a "maña" Pilar Farjas o abandono da grata assistência directa aos doentes para se dedicar à mais penosa gestom sanitária, com postos de responsabilidade nas conselharias de Sanidade e Pesca de vários governos de Manuel Fraga (D.U.P.) e no ministério pequeno-imperial com a sua amiga Ana Pastor, até que o inquieto Carlos Negreira a convenceu para entrar na política municipal, como flamante vereadora do Partido Popular no consistório herculino. O seu nomeamento em 2009 como conselheira de Sanidade culmina, por enquanto, a sua carreira político-profissional.
Pilar Farjas compatibiliza a sua condiçom de especialista em medicina preventiva com as de fumadora empedernida e devota católica. Nom só como animadora de Cáritas na paróquia corunhesa de Santa Margarida, senom mesmo como conselheira. Por exemplo, durante estas férias de agosto nom leu a trilogia Millennium do comunistoide Stieg Larsson, como o resto dos mortais, senom a amena encíclica Caritas in Veritate, do ex membro das Juventudes Hitlerianas e actual papa católico, Joseph Ratzinger.
Segundo informa Paola Obelleiro para o El País-Galicia, a conselheira também tivo tempo este verao para dar uma palestra na sua paróquia sob o título El compromiso político vivido desde la fe, na qual animou os católicos a terem em conta as "repercussons morais das acçons dos governantes" à hora de votarem ou de se filiarem a um partido político. Limitar a "defesa da vida" (sic) ou "dum elemento de comunicaçom como a língua" constitui, segundo a conselheira, "um pecado", nom sabemos se mortal ou venial. O ateísmo -que, segundo o catecismo do Padre Ripalda é um dos principais erros condenados pola Igreja- deixa as pessoas sem "força moral", assevera a conselheira.
Como bem saberá o antropólogo marido de Pilar Farjas, o folclore galego identifica a força (moral) no cu com a "salu". É o que desejamos desta humilde página à conselheira do ramo, além dos consabidos "leite nas tetas" e "muitas pesetas", convenientemente actualizadas a euros. Assim seja.
ACTUALIZADO A 2 SET 2009: Este meio tivo acesso ao redesign da imagem corporativa do Serviço Galego de Saúde que prepara a equipa de Pilar Farjas. Eis o novo logótipo:

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