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Sábado, 01 de Novembro de 2008Samhaween '08Umha exclussiva de...
Gennara del Bruzzo
18 comentários
Comentário de: lurinha [Visitante]
O ano novo Celta. Quando os Tuatha De Dannam, expulsados ao mundo subterráneo polos filhos de Mil, que foram da Gallaeicia para vingar a morte do sobrinho Ith, filho de Breogaim, saim à superfície da terra polas mámoas e dolmens e convivem com os moradores do reino da superfície por umha noite.. Antes, os Tuatha De, já expulsaram aos hiperbóreos. Os milésios foram o último povo que habitou Irlanda e de onde procedem os irlandeses e os seu idioma Gaélico.
Domingo, 02 de Novembro de 2008 @ 13:33
Comentário de: lurinha [Visitante]
Minha mãe di-me que, quando ela era meninha, no piar das janelas, deixavam luces acessas a noite do primeiro de Novembro, para guiarem aos mortos na sua noite. Não me falou de cabaças, mas de candeias e avelaínhas de cartão aboiando em vasos de azeite. Quando eu era meninha, estreava-mos os abrigos do inverno e os sapatãozinhos na misa dos defuntos, no camposanto. Na Semana Santa, os sapatos de charol com pulseirinha agarrando o empeine e os escarpíns brancos e no Corpus, as sandálias. São cousas que me evocam muita tenrura e muita emoção. Gostaria de ver as casas com suas candeinhas acessas, como estava onte à noite o camposanto de Vimianço, cheio de lucerninhas vermelhas e flores cheias de pinguinhas de água como pequenos diamantes cintilando no siléncio. Sentim a preséncia das fadas, os elfos, os seres silandeiros e mágicos do outono Atlántico, mesturados coas almas dos mortos, no ambiente silente e florescido do recinto de pedra , nada mais franquear o portal de ferro forjado. Hoje volvo.Quando tenha anoitecido. Até o ano que vém não vou ter a oportunidade de entrar outra vez no mundo do além.
Domingo, 02 de Novembro de 2008 @ 13:56
Comentário de: Gennara del Bruzzo [Membro]
Consta-me, prezada Lurinha, que a tradição das cabaças existe em muitos lugares da Galiza, mas tendo-se perdido o seu significado. Em lugares como Sás ainda existe, e desde bem antes de se re-introduzir o festejo do Samaim.
Domingo, 02 de Novembro de 2008 @ 14:10
Comentário de: lurinha [Visitante]
Seguro que sim. Mas Vimianço, não é lugar onde se cultivem muitas cabaças hoje. Deveu de ser lugar delas, porque, aos hórreos, chamamos-lhe cabaços, mas tal vez o seu cultivo se abandonou a prol das fabas, que tamém vão entre o milho. Não sabia que em Sás fossem habituais as cabaças iluminadas. Hei de perguntar a alguém mais velho do que a minha mãe, por se lembra algo assim. Agradecida por me informares . Sás forma parte da Terra de Soneira, e é de supòr que nas aldeias lindantes do interior dos dous concelhos, os costumes fossem os mesmos.
Domingo, 02 de Novembro de 2008 @ 15:06
Comentário de: Galeguzo [Visitante] · http://madeiradeuz.org
Igual que aponta Gennara, também a mim me consta a existência dessa tradição em Sás. Em concreto, a mãe de um amigo meu é de Fornelos (Baio, Sás). Actualmente tem algo mais de 40 anos, mas lembra escaravelhar nas cabaças quando era pequena para a data de Santos. O de meter uma candeia dentro já não sei se o faziam, mas noutras zonas do país sim, ainda que à cabaça não se lhe punham formas de caveira.
Domingo, 02 de Novembro de 2008 @ 15:47
Comentário de: lurinha [Visitante]
De Fornelos? De aí era meu avô, por parte de mãe. Da casa do Vao.. Fornelos já nom linda com Vimianço, mas com Bergantinhos: Cabana, Laje, Ponteceso... Mágoa que meu avô já fique com os Tuatha De, no reino d o além, a e não poda perguntar-lhe, essas cousas... Co que ele gostava de me explicar cousas da sua infáncia na Casa do Vao...
Domingo, 02 de Novembro de 2008 @ 17:09
Comentário de: lurinha [Visitante]
Por certo. A mãe do teu amigo, ficava na Escola de Baio, quando eu comecei a trabalhar de mestra, precisamente no Colégio de Baio.. Eu fum lá com 22 anos e tenho 52. Ela, por aquela, tinha 10 anos. Botei três anos em Baio. De seguro que nos conhecemos.. Que pequeno é o mundo!
Domingo, 02 de Novembro de 2008 @ 17:13
Comentário de: Galeguzo [Visitante] · http://madeiradeuz.org
Realmente não sei onde é que estudou ela, vou ter de perguntá-lo
Domingo, 02 de Novembro de 2008 @ 17:20
Comentário de: lurinha [Visitante]
Agora não me dou conta. Tenho que perguntar ao meu vizinho, que é de Baio e casou para Vimianço. Mas agora mesmo acabo de falar com minha mãe polo telefone, e perguntei-lhe polas cabaças, e di-me que é certo. Que em Vimianço os rapazes punham cabaças com velas entre os regos de milho da beira dos caminhos. Amais das candeias na janela que, por certo, em cada janela, punham três. A verdade é que, o das cabaças, nunca mo contara e eu, há um tempo, não me interessava polo tema, porque pensava que era um invento do irmão parvo de Inglaterra. Mas, olha ti como se me escapava algo tão importante no imaginário galego. Por mor dos prejuíços anti-USA
Domingo, 02 de Novembro de 2008 @ 20:51
Comentário de: lurinha [Visitante]
O das cabaças, era cousa dos rapazes que as preparavam para que, o que ía andando na noite do primeiro de Novembro por um caminho, ao não haver luz eléctria e ser a escuridade total, tomasse medo. Essa noite, ademais, a gente ficava toda a noite a pregar na igreja, entrando e saíndo, fazendo orações para velar aos mortos da família e o sino tocava a morto toda a noite. Esso lembro-o eu. O que não lembro e ver as janelas ou as cabaças ao vir para a casa. Minha mãe di que dava muita sensação de tristeça e de mágia. Como se o mundo, essa noite, fosse diferente ao resto do ano. Como se se presentissem presenças tristes e melancólicas na escuridade.
Domingo, 02 de Novembro de 2008 @ 21:15
Comentário de: alema [Visitante] · http://alema.org
aclaración por se hai algún non reintegrata que caia nesta páxina... sás = Zas :-P
Segunda, 03 de Novembro de 2008 @ 11:46
Comentário de: eugeniote [Visitante]
Eu próprio, e não sou assim tão velho, fiz o das cabaças em criança. Acho que a coisa se foi perdendo com o tempo, mas na Ilha de Arousa, donde sou, era coisa muito comum há 20 anos.
Segunda, 03 de Novembro de 2008 @ 12:33
Comentário de: lurinha [Visitante]
É curioso, senhor alema. Nos mapas do século XVIII aparecem Vimianço e mais Sás. De quem seria a ideia de os mudar? E, por outra banda. Nunca lhe dixeram a você que é de má educação corrigir aos maiores? ![]() ![]()
Segunda, 03 de Novembro de 2008 @ 14:14
Comentário de: alema [Visitante] · http://alema.org
eu non pretendía corrixir senón informar :-P tamén no século XVIII empregaban palabras que agora non se usan e non pasa nada... :-P
Segunda, 03 de Novembro de 2008 @ 18:00
Comentário de: lurinha [Visitante]
Sim, é certo. Mas essas ainda se utilizam hoje na fala da maioria de galego-falantes da Terra de Soneira, onde ficam ubicados Vimianço e Sás.
Segunda, 03 de Novembro de 2008 @ 20:17
Comentário de: Jenaro Jesus Marinhas (do Vale) [Membro]
Por mim, sim! Com o Samhaween todas/os saimos winning! AVANTE COM O SAMHAWEEN!!!
Segunda, 03 de Novembro de 2008 @ 20:21
Comentário de: Alexandre Abóbora [Visitante]
E el haveira cabaças nos tempos esses dos "celtas"?
Segunda, 03 de Novembro de 2008 @ 22:07
Comentário de: Galeguzo [Visitante] · http://madeiradeuz.org
A cabaça grande é originária da América. O que não sei é se outras variedades das cabaças existiam ou não por estas terras.
Terça, 04 de Novembro de 2008 @ 11:25
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