
"La perfección obtenida en la elaboración de este Decreto es el fruto de una experiencia transmitida a través de los años y constantemente mejorada por tres generaciones de la familia LaKe. Intoxicadores en Galicia desde 1963"
Os nossos curiosos leitores levam dias queimando os miolos para averiguar a que obedece a implacável contagem recessiva do cabeçalho. Alguns espabilados mesmo nos quigérom vacilar, perguntando-nos se este ano íamos comer as uvas por adiantado. Pois nom, amigos. Faremo-lo como sempre: à hora galega.
Na realidade, o nosso relógio marca a hora nefasta em que o Governo feixista apresentará, com natalidade e aleivosia, as linhas mestras do novo Decreto contra o galego que derrogará o vigorante Decreto 124/2007, do 28 de junho, polo qual se regula o uso e a promoçom do galego no sistema educativo. Farám-lhe o alvaroque ao remate do último Conselho da Junta de 2009, e nom sabemos se o mestre de cerimónias será o presidente Feijóo, o conselheiro Vázquez ou o secretário-geral Lorenzo, que sempre nos fai lembrar aqueles entranháveis versos de Ronseltz:
Neotrovadorismo (II)
cantiga de amigo, escarnio e mal dizerAntes eras un colega
pero agora
me cago en tu puta madre
me cago en tu puta madre
Seja como for, a plataforma cidadá Sei o que nos figestes... nos últimos 525 anos estará na praça do Obradoiro (mais conhecida como Plaza del Taller ou Workshop Square em meios bilíngües) o dia 30 de dezembro às 17 h (hora pequeno-imperial, menos umha hora na Galiza), aderindo a convocatória de Queremos Galego. Esperamos que vós também. Seguiremos informando.

Gloria Lago já pode morrer tranquila. Nom o dizemos por mal, é que segundo dixo no seu dia José Martí, poeta e heroi da independência cubana, há que fazer três cousas na vida: plantar umha árvore, ter um filho, e escrever un livro. Gloria Lago já botou da tripa un vástago, e suponhemos que a falta de árvore, vale toda a cizânia que leva sementado. Agora completa esta tríada da realizaçom humana escrevendo um livro, a sua contribuiçom altruista à desflorestaçom do planeta.
O tocho chama-se El reloj de Cuco, e foi apresentado ontem, 19 de novembro, no restaurante do El Corte Inglés de Vigo. Gloria apareceu radiante, como ela é, con esse ar próximo e familiar. De feito, todo o mundo ali se tratava de maneira mui próxima e familiar. Entre eles, e com Gloria. Porque Gloria é assim, umha mulher que sabe atrair os afetos de todos os fantasmas espectros sociais. Porque de espectros familiares vai a sua novela. A história dumha saga de industriais viguesa que depois de tocar o olimpo dos deuses, ve-se arrastada ao lodo da iniquidade (sempre quigen dizer isto) pola desgraça e o infortúnio, materializado em forma dumha cruel sentença judicial dictada por un aparelho político repressor que nom tivo em conta afectos nem quereres.
Por que agora tira à luz esta história? Porque Gloria é a nosa seguidora! Assim o reconhece ela na sua nota de imprensa:
“La obsesión por minar la imagen de Lago llevó a algunos adalides y cómplices del nacionalismo gallego a abrazar sin duda una cuestionable resolución de la Justicia franquista que afectó directamente al padre y al abuelo de la ahora escritora. Ella decidió entonces hacer público este relato basado en entrevistas personales y mucha documentación, sobre todo en las actas de un sobrecogedor juicio”.
O textículo tem algumha imprecisom: Nós nom estamos obsesionados com Gloria Lago nem com minar a sua imagem. É algo que ela sabe fazer sozinha ferpeitamente. Tampouco somos adalides, nem cúmplices do nacionalismo. Somos nacionalistas directamente, se quer, e a nossa maior arela é deixar de sê-lo. Preferimos inclusive que nos denomine “esbirros”. Mola mais. E também está trabucada porque nós nom queremos botar merda sobre ela usando a sua família. A sua família emerdou-se sozinha intoxicando, e Gloria emerda-se sozinha intoxicando. Nós só informamos, porque somos dessa imprensa que "fai de tripas coraçâo". Mas nom podemos deixar de reconhecer-nos na sua descriçom, pois foi neste libelinho nosso e humilde que ligamos o apelido de Gloria com aquela saga de assassinos vigueses. Umha indústria que envenenou milhares de pessoas na década de sessenta do século passado, mandou mais de mil à tumba e deixou cega a centenares de víctimas, porque os seus amados progenitores adulterarom com álcool metílico a metade de preço o licor e a aguardente com o que os pobres daquela quentaban a gorxa.
Asim que ali fomos, estar presentes na apresentaçom ante a alta suciedade sociedade viguesa do seu livro, que é o mesmo que a nossa apresentaçom. Porque Gloria non seria escritora de nom ser por nós. E tem que no-lo agradecer. Como nós lhe agradecemos tantas e tantas horas de diversom.
"A cena com a qual começa esta história, própria da Espanha negra, tem como protagonistas um grupo de marinheiros. Estám a pescar, já terminárom a sua jornada, correu bem, e em Arrecife, em Lançarote, este grupo de cinco está disposto a desfrutar de umhas garrafas de licor-café..."
A tensom nervosa com que habitualmente seguimos o programa Cuarto Milenio, apresentado polos companheiros nas tarefas informativas Iker Jiménez e Carmen Porter, tornou-se insuportável no programa do passado domingo, 8 de novembro, ao intuirmos que a nave do mistério de Cuatro ía pairar sobre a privilegiada cabeça da nossa musa Bloody Glory. Dentro vídeo!
Apesar de que, por um erro imperdoável da equipa de documentaçom do programa, nom se faga referência ao ilustre apelido Lago, estamos sem dúvida ante umha seqüela magufa da sensacional exclusiva que, sob o título "Litros de álcool (metílico) correm polas tuas veias, mulher" publicou nestas páginas o nosso colega Jenaro Jesus Marinhas o passado 26 de fevereiro.
"Queremos libertad para elegir entre etílico y metílico", parecia ser a divisa comercial daquele sórdido ano 1967. Quarenta anos mais tarde, a promulgaçom do malfadado Decreto 127/2007, do 28 de junho, deu origem ao nascimento de Galicia Bilingüe, organizaçom continuadora da tradiçom intoxicadora da família, agora no plano da convivência lingüística. Como di o companheiro Friker: "alguns sofrem convulsons, outros mesmo perdem a capacidade de falar (...). Assim começa este drama".
P.S. Agora que volta a estar na moda em círculos galego-falantes, recomendamos moderaçom com o licor-café, amigos. Sabe a Glória, mas pode resultar muito perigoso.
Comentárom: