
Impelidos pola nossa vocação informativa (e um pouco fartos de Glory, Gabi, Rosa e demais amigos) e atacados de novo pola febre da reivindicação histórica Sei-o-que... quer hoje lembrar a mui forte e mui conflituosa Assembleia de Monforte (18, 19 e 20 de Fevereiro de 1922) IV das Irmandades.

Dentro da nossa programaçom especial dedicada à Assembleia Nacionalista de Lugo de 1918, que culmina hoje com a ceia de aniversário no C.S. O Pichel, assumimos o repto de fazer uma listagem, o mais completa possível, dos assinantes do manifesto. Graças ao Ernesto Vázquez Souza, o Manuel Morrinha e o Jenaro Jesus Marinhas (do Vale), esta entrada e os seus comentários serám fonte de consulta obrigada para os historiadores. Mas ainda guardávamos uma surpresa. Quem é o senhor que tem um signo de interrogaçom no peito?

A resposta, no interior do post.

Hoje, terça-feira 18 de Novembro de 2008, comemora-se o nonagésimo aniversário (XC ou 90º, como vocês quiserem) da assinatura do Manifesto Nacionalista em que “os persoeiros das Irmandades da Fala reunidos en asambleia magna tida na cibdá de Lugo nos dias 17 e 18 do mes da data” plasmaram as suas “conclusiós”. A primeira delas (e “prévia”) era que:
“Tendo a Galicia todal-as caracteristicas esenciaes de nazonalidade, nós, nomeámonos, d-oxe pra sempre, nazonalistas galegos, xa que a verba rexonalismo non recolle todal-as aspiraciós nin encerra toda a intensidade dos nosos problemas”
“A Asambreia que aprobou iste manifesto [a primeira dum total de sete que as Irmandades da Fala celebrariam até 1931] asistiron persoeiros de tódal-as Irmandades [todos varões, 63 segundo a Galipédia e 64 segundo as nossas contas; um autêntico bosque de nabos [1], nunca melhor dito]; estiveron representadas 67 sociedades agrarias, cinco centros culturaes; e mandaron sua adhesión cinco federaciós agrarias, once Concellos, mais de 40 Asociaciós e numerosísimas persoalidades de Galicia”.
O Manifesto Nacionalista, assinado “na cibdá de Lugo a noite do dazaoito de Samartiño do mil novecentos dazaoito” e considerado polos especialistas a acta de nascimento do nacionalismo galego, constituirá a base comum de todos os programas dos nacionatas até a Guerra Civil espanhola. Nele define-se Galiza como naçom, reclama-se a sua autonomia integral e ainda a cooficialidade do galego.
Actos comemorativos (e bebemorativos) previstos para hoje
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