Seis dias após celebrado o acto (e cinco após a publicaçom aqui das fotos e a crônica do mesmo) procedemos à publicaçom do vídeo da concentraçom (cruel e poderosa) celebrada no passado 17 de Dezembro de 2008, 525º aniversário da decapitaçom do Marechal Pardo de Cela, na compostelana Praça do Obradoiro.
As imagens foram cortesmente cedidas pol'A Vixía de Suviña. Obrigadíssimo, campiom! ![]()

Após 525 anos da sua decapitaçom em Mondonhedo, Pardo de Cela continua a dar guerra, já nom entre galeguistas e espanholistas, senom entre os diferentes sectores de Galiza Nova. O detonante foi este artigo da secretária-geral, Íria Aboi, que define o marechal como «símbolo da fin da resistencia galega fronte o proxecto imperialista dos Reis Católicos». Esta visom do marechal é contestada neste outro artigo de Paulo C. López, do Espazo Socialista Galego, em que Pardo de Cela é visto como «un cabaleiro malfeitor, un tirano» para apresentar os irmandinhos como os autênticos precursores do nacionalismo, porque «adquiriron unha conciencia de clases explotadas para tratar de derrocar o poder oligárquico».
Sem intençom nenhuma de nos meter em debates internos da organizaçom juvenil do BNG, nom podemos ficar calados ante esta azeda controvérsia, tam comum no rolho nacionata, do qual modestamente fazemos parte. A saco: apesar de que Pardo de Cela resistiu na Frouxeira como um campiom o assédio militar dos Reis Católicos, nom merece ser lembrado porque… «Aaaah! Era um senhor feudal, e portanto um cabronaço». Este argumento é utilizado polos mesmos que apresentam os irmandinhos como uns bolcheviques avant la lettre, apesar de que, na realidade, conformavam a incipiente burguesia (os «mestres» em palavras de Marx e Engels) que tinham a sua própria luita de classes contra os «oficiais», que mais tarde dariam lugar ao proletariado galego.
Como alguém afirmou no nosso inquérito, Pardo de Cela seria um filho da puta, mas era o nosso filho da puta. Mas… como deveria ser para concitar a adessom unánime do nacionalismo? Eis algumhas hipóteses:
Pardo de Cela era um nobre tam boínho, tam boínho… que chamava às suas mesnadas “vassalos e vassalas”.
Pardo de Cela era um nobre tam boínho, tam boínho… que praticava a “aliança de civilizaçons” com o rei Boabdil de Granada.
Pardo de Cela era um nobre tam boínho, tam boínho… que nos seus domínios só se cultivava o tofu e a soja.
Envia a tua própria achega ao «Pardo de Cela politicamente correcto» nos comentários desta entrada. A melhor definiçom (isto é, a mais cruel e poderosa) receberá como prémio um magnífico balom de praia assinado polos membros de Sei o que nos figestes… nos últimos 525 anos.
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