
A torta de Mondonhedo nom podia faltar na comemoraçom
Quando faltam apenas 48 horas para que se cumpram 525 anos da decapitaçom do marechal Pero Pardo de Cela Aguiar e Ribadeneyra, publicamos as fotos da cruel e poderosa tertúlia de sábios que aconteceu a sexta-feira, 12 de dezembro, na cidade episcopal que, já agora, estava empapelada de cartazes de "Sei o que nos figestes... nos últimos 525 anos":
O acto foi apresentado por Luis Gonçales Blasco "Foz", que leu um dos Contos do Valadouro, recolhidos por Xesús Pisón, Manuel Lourenzo e Isaac Ferreira, para salientar a importância do marechal Pardo de Cela na tradiçom popular. O historiador Uxio-Breogán Diéguez Cequiel referiu-se à recepçom da figura do marechal no galeguismo contemporâneo. A personagem histórica de Pardo de Cela foi analisada polo lingüista Antonio José Meilán e o medievalista Carlos-Andrés González, que achegou interessantes dados sobre as (boas) relaçons entre os irmandinhos e Pardo de Cela na época em que este era alcaide de Viveiro.
A tertúlia finalizou com um animado debate sobre a misteriosa figura de Fonsa Eanes, que a tradiçom popular apresenta como querida do marechal. A historiografia mais autorizada, porém, indica-nos que a tal Fonsa era na realidade um Fonso (ou Afonso). Esta revelaçom deu pé a uns interessantes mexericos sobre a homossexualidade na Idade Média.
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