Em dezembro do ano passado umha equipa de investigaçom de Sei O Que Nos Figestes... deslocava-se a Mondonhedo e regressava aos seus quarteis de inverno cumha sensacional exclusiva, a localizaçom exata da sepultura do Marechal Pardo de Cela e de Pedro Miranda, seu filho.
Em 17 de dezembro do ano passado, coincidindo com o 525º aniversário da decapitaçom de Pardo de Cela (e do seu filho), num artigo intitulado Onde estás, cabeçom? Temos a resposta!, fazíamos pública a descoberta e denunciávamos o lamentável estado em que se encontrava e encontra a sepultura:
A lápide, que reclama uma urgente restauraçom [vejam se nom], pode visitar-se na nave lateral direita da catedral de Mondonhedo, justo defronte à porta da capela do Santissimo Sacramento, mais conhecida como capela da Virgem Inglesa [V. Planta]. Normalmente, está tapada polo banco da primeira foto [ei-la] e carece de qualquer sinalizaçom. Uma boa metáfora de 525 anos de doma e castraçom.
Por isso, 525+1 anos e 1 dia depois da execuçom do Marechal, de Sei O Que Nos Figestes... Nos Últimos 525 Anos reivindicamos o imediato translado dos restos do Marechal Dom Pedro Pardo de Cela da Catedral de Mondonhedo ao Panteom dos Galegos Ilustres, na compostelana Igreja do convento de Sam Domingos de Bonaval (total, para o caso que lhe fazem alá).
Mas queremos que vós, nobres leitores e leitoras deste blogue, nos deades umha forcinha em tam justa reivindicaçom. Como? Pois enviando as vossas cartas, cartões postais, faxes e/ou correios eletrónicos para a Diocese de Mondonhedo-Ferrol e para o Patronato Rosalia de Castro (reconvertido em Fundaçom Rosalia de Castro e responsável pola manutençom de tam galego e ilustre Panteom) fazendo vossa a nossa petiçom.
Fundaçom Rosalia de Castro
Casa-Museu Rosalia de Castro
A Matança
15917 Padrom
Tlf: 981 811 204
Fax: 981 811 294
casamuseo@fundacionrosaliadecastro.es
Diocese de Mondonhedo-Ferrol
Praça da Catedral, 1
27740 Mondoñedo
Tlf: 982 521 006
Fax: 982 521 156
mcs@mondonedoferrol.org
Nota da redacçom: Cumprem-se hoje 525+1 anos da morte do marechal Pardo de Cela. Para celebrarmos o que devia ser o Dia da Pátria Galega, encomendamos ao nosso sábio de cabeceira, Manuel Morrinha, um artigo de fundo sobre Pedro Miranda, o filho do marechal que dorme com ele o sono dos justos na catedral de Mondonhedo. Mas, antes de ler o artigo, recitemos como um mantra anti-colonial os versos do poeta, médico e republicano mindoniense Manuel Leiras Pulpeiro:
DESQUE LLA peta botaron,
naide máis foi á Frouxeira;
soilo Dios puxo froliñas
por entremedias das penas;
froliñas pequerrechiñas,
i agrouladas, que semellan
bágoas de sangue calladas
no bico das carrasqueiras;
froliñas que, con ser froles,
caladamente se queixan
de que tanto, tanto tarden
en cobrarse contas vellas!

Uns livros que muito me impressionaram, na minha já longínqua juventude, foram os primeiros da grande história da Galiza que começara a publicar na Argentina o ex-deputado republicano Emílio González López [1]: Grandeza y decadencia del reino de Galicia e La insumisión gallega. Mártires y rebeldes. Do primeiro há uma reedição ampliada em galego feita pela editorial Galaxia mas o segundo nunca foi reeditado e é mágoa. Copio deste segundo volume (a tradução é minha):
NOTA DA REDACÇOM: Cumprindo a nossa missom de serviço público, em Sei o que nos figestes... nos últimos 525 anos descobrimos o ano passado a sepultura do nosso decapitado marechal Pardo de Cela e o seu filho bastardo Pedro Miranda, que agora está tam modernizado que até tem conta própria no Tuenti.
Mas, como fôrom as relaçons entre pai e filho nos últimos 525 (+1) anos? Quiçá tam tormentosas como as da baronesa Thyssen e Borja? A grande Erika Seven vai-nos contar tudo nesta série de quadrinhos que inauguramos hoje.
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