Nota da redacçom: Cumprem-se hoje 525+1 anos da morte do marechal Pardo de Cela. Para celebrarmos o que devia ser o Dia da Pátria Galega, encomendamos ao nosso sábio de cabeceira, Manuel Morrinha, um artigo de fundo sobre Pedro Miranda, o filho do marechal que dorme com ele o sono dos justos na catedral de Mondonhedo. Mas, antes de ler o artigo, recitemos como um mantra anti-colonial os versos do poeta, médico e republicano mindoniense Manuel Leiras Pulpeiro:
DESQUE LLA peta botaron,
naide máis foi á Frouxeira;
soilo Dios puxo froliñas
por entremedias das penas;
froliñas pequerrechiñas,
i agrouladas, que semellan
bágoas de sangue calladas
no bico das carrasqueiras;
froliñas que, con ser froles,
caladamente se queixan
de que tanto, tanto tarden
en cobrarse contas vellas!

Uns livros que muito me impressionaram, na minha já longínqua juventude, foram os primeiros da grande história da Galiza que começara a publicar na Argentina o ex-deputado republicano Emílio González López [1]: Grandeza y decadencia del reino de Galicia e La insumisión gallega. Mártires y rebeldes. Do primeiro há uma reedição ampliada em galego feita pela editorial Galaxia mas o segundo nunca foi reeditado e é mágoa. Copio deste segundo volume (a tradução é minha):
NOTA DA REDACÇOM: Cumprindo a nossa missom de serviço público, em Sei o que nos figestes... nos últimos 525 anos descobrimos o ano passado a sepultura do nosso decapitado marechal Pardo de Cela e o seu filho bastardo Pedro Miranda, que agora está tam modernizado que até tem conta própria no Tuenti.
Mas, como fôrom as relaçons entre pai e filho nos últimos 525 (+1) anos? Quiçá tam tormentosas como as da baronesa Thyssen e Borja? A grande Erika Seven vai-nos contar tudo nesta série de quadrinhos que inauguramos hoje.
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