Estava eu a ler esta manhá um artigo-manifesto de Telmo Martín, candidato do PP à Cámara Municipal de Ponte Vedra.
O artigo-manifesto, intitulado Ponte [sic] unha ilusión, a verdade é que me pom, esperta em mim sensaçons que acreditava dormidas, que nengum político (desde Paco Rodrigues) me lograra suscitar.
Quem nom se poderia comover ante um "imaginemos Ponte Vedra juntos" (tu mais eu?
), um "entre todos podemos dar-lhe vida" (ao fruto do nosso amor?
), ou a um "queremos contar contigo" (nunca nada tem bonito me dixérom
)?? A verdade é que me pom. E a ti, a ti nom te pom? Por que se te pom, pom-te!
Sendo assim, se a proposta cidadá de Martín te pom, já sabes o que tens de fazer: frear o vírus "da passividade", do "sectarismo". A receita contra isso, conhece-la: Telmo Martín pom-no, pom-lho. Como ele próprio diz, "soma-te, pom-te umha ilusom".

Pampa quedei ao me inteirar por certo jornal de que a Deputaçom de Ponte Vedra exige o castelhano para aceder a umhas subvenções. E digo bem exigência, nada de recomendaçom, por muito que a legislaçom vigorada na Galiza seja clara a respeito.
Poderia ser que eu tivesse más entendedeiras, mas é que as instruções emanadas polo organismo amigo de Galicia B. som claras como a água e indicam, textualmente, que «La solicitud tiene que venir redactada en castellano». Este é um dos requisitos que cumpre ter «muy presente dada la estricta rigidez de las normas reguladoras», sob perigo de «pérdida de la subvención correspondiente».
E, de supetom, retrocedim muitos anos.
É necessário que se depurem responsabilidades a respeito desta atrocidade. Nom, nom me refiro à galegofobia, que já nom é novo. Refiro-me ao uso da tipografia Comic Sans para um fax institucional... a quem reclamo eu agora os (espero que só passageiros) danos visuais que me provocou?
Estes dias em que a capital do Leres amanhece com o cham tingido de púrpura polo vinho das penhas e o sangue dos touros assassinados, lembramos de resgatar da rede e do desconhecimento do público esta curiosa visom das touradas que nos oferece a inesgotável fonte de surpresas que é o cinema indiano.
O vídeo é um fragmento do filme do ano 1968 Kudiyiruntha Koil ('Templo de Refúgio'), realizado por K. Shankar e protagonizado pola super-estrela do cinema tâmil Maruthur Gopalan Ramachandran (mais conhecido pola siglas MGR), que chegaria a ser anos mais tarde ministro-chefe da Tamil Nadu (Terra dos Tâmiles), responsabilidade política que voltaria a ter em várias ocasions. O mesmo, curiosamente, podemos dizer de J. Jayalalithaa, a lindíssima «touro» do filme, que ocupou também o posto de ministro-chefe e que de facto é na actualidade líder da oposiçom da Tamil Nadu.
A Índia, como é sabido, é um país com grande respeito pola diversidade linguística dos povos que a constituem, daí a existência deste cinema em língua Tâmil. E -como seguramente seja mais sabido- também guarda grande respeito polas vacas, animal que, como bem dizia Castelao, é o símbolo da Paz. Nada a ver com umha Espanha que, por direitas e por esquerdas, insiste em declarar a guerra à dignidade animal e à naçom galega.
Nom é por acaso, pensamos nós, que na simpática visom da Fiesta Nacional do vídeo de cima haja muitos toreros a mover trapinhos, mas nenhum com um estoque na mao. De facto, Jayalalithaa é 'derrotada' sem nenhum tipo de sofrimento e, o que é melhor, isto só acontece depois de levar por diante uns quantos 'matadores'. Oxalá fosse assim em todas as touradas, ou, ainda, oxalá que tudo isto nom existisse. Entretanto, nós gostamos mais de touradas como as da Índia, e nom a paletada de Ponte Vedra.
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