
A vizinhança de Valença do Minho quer sanidade pública como é devido ou, ao menos, que se pareça um pouco com a que há em Tui. E para reclamarem-no, nom se lhes ocorreu nada melhor do que utilizarem bandeiras espanholas como emblema do seu protesto.
Haverá que pense, como o jornalista Carlos F. Amado, que teria sido melhor utilizarem bandeiras galegas... e até poderíamos concordar.
Mas o objectivo deste tipo de acções nom é tanto procurar simpatias com os vizinhos de acima como zangar os governantes. Imaginem um protesto similar na Galiza: o que zangaria mais as autoridades espanholas, que se pendurassem bandeiras asturianas das casas ou bandeiras de Portugal? Pois isso.
Na redacçom deste humilde blogue consta-nos que as valencianas e valencianos nom pretendiam com esta actuaçom ferir sensibilidades galizianas, nem muito menos. Boa prova é que, se lhes deixam, mesmo fazem os seus pinheirinhos com o galego ILG-RAG. Que nom acreditam? Olhem só este estarrecedor depoimento que recolhemos de um conhecido jornal corunhês:
Banderas españolas cuelgan de las ventanas de un edificio de viviendas de Valença do Miño. Piedad asegura una con cinta de embalar. Para que no la lleve el viento. «É polas urxencias. En agradecemento aos españois que nos ofreceron a súa sanidade. Porque o alcalde de Tui dixo na tele que calquera paciente sería ben atendido alí», grita desde lo alto.
Pois. O primeiro é usar bandeiras espanholas. O segundo, passar ao galego com ortografia espanhola. O terceiro, quem sabe, mudar o escudo da Câmara ;-)
Brincadeiras à parte, acontecimentos como este é habitual que evoquem recorrentemente a mesma pergunta. Pergunta que ninguém formulou tam bem como o Mestre.

NA VEIRA DO MIÑO
- E os da banda d'alá son máis estranxeiros que os de Madrí?
(Non se soubo o que lle respondeu o vello)
Nós, porém, sim que o sabemos ;-)

A Monja Alfarjas
Ideia e Desenhos: Enrique Couceiro, Ana Pastor, Manuel Fraga, Carlos Negreira
Números especiais de grande Formato: Mariano Rajoy e A. N. Feijoo
Editorial: FAES
Coleção: El Espanhol Universal, Compostela, 1993-
(col/b.n., 181 páginas)
Desde 1992 publica-se na exitosa Revista FAES, da editora homônima FAES (Fábrica Española de Produtos Químicos y Farmacéuticos) dirigida por Jose Maria Aznar, uma série de Episódios da História do Império pequeno intitulada “El Español Universal: Páginas fascinantes da sua Historia” com textos e desenhos das principais figuras da banda cômica espanhola.

A conselheira de Sanidade do Feixismo, Pilar Farjas, chegou à Corunha um bom dia de 1992, movida polo indisolúvel vínculo conjugal com o antropólogo Enrique Couceiro, que acabava de obter uma vaga na faculdade de Sociologia da UdC. Bom conhecedor dos problemas da endogamia paroquial tradicional, Couceiro foi buscar moça longe, em concreto à racial e estrepitosa Calanda, vila aragonesa que deu filhos tam surrealistas como o cineasta Luis Buñuel e a própria PIlar Farjas.
Formada em Medicina, o traslado à Galiza implicou para a "maña" Pilar Farjas o abandono da grata assistência directa aos doentes para se dedicar à mais penosa gestom sanitária, com postos de responsabilidade nas conselharias de Sanidade e Pesca de vários governos de Manuel Fraga (D.U.P.) e no ministério pequeno-imperial com a sua amiga Ana Pastor, até que o inquieto Carlos Negreira a convenceu para entrar na política municipal, como flamante vereadora do Partido Popular no consistório herculino. O seu nomeamento em 2009 como conselheira de Sanidade culmina, por enquanto, a sua carreira político-profissional.
Pilar Farjas compatibiliza a sua condiçom de especialista em medicina preventiva com as de fumadora empedernida e devota católica. Nom só como animadora de Cáritas na paróquia corunhesa de Santa Margarida, senom mesmo como conselheira. Por exemplo, durante estas férias de agosto nom leu a trilogia Millennium do comunistoide Stieg Larsson, como o resto dos mortais, senom a amena encíclica Caritas in Veritate, do ex membro das Juventudes Hitlerianas e actual papa católico, Joseph Ratzinger.
Segundo informa Paola Obelleiro para o El País-Galicia, a conselheira também tivo tempo este verao para dar uma palestra na sua paróquia sob o título El compromiso político vivido desde la fe, na qual animou os católicos a terem em conta as "repercussons morais das acçons dos governantes" à hora de votarem ou de se filiarem a um partido político. Limitar a "defesa da vida" (sic) ou "dum elemento de comunicaçom como a língua" constitui, segundo a conselheira, "um pecado", nom sabemos se mortal ou venial. O ateísmo -que, segundo o catecismo do Padre Ripalda é um dos principais erros condenados pola Igreja- deixa as pessoas sem "força moral", assevera a conselheira.
Como bem saberá o antropólogo marido de Pilar Farjas, o folclore galego identifica a força (moral) no cu com a "salu". É o que desejamos desta humilde página à conselheira do ramo, além dos consabidos "leite nas tetas" e "muitas pesetas", convenientemente actualizadas a euros. Assim seja.
ACTUALIZADO A 2 SET 2009: Este meio tivo acesso ao redesign da imagem corporativa do Serviço Galego de Saúde que prepara a equipa de Pilar Farjas. Eis o novo logótipo:

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