
Os magníficos gestores do governo galego, encabeçados polo grande usuário informático que é Feijuto Mojamuto nom dam feito com os computadores. Ai! Esses trebelhos nom há quem os entenda... E mira que todo o mundo sabe que a informática é o futuro, e se nom lembrai o cunhado de Rajoy, aquele que con 30 aninhos e os seus grandes conhecimentos de worperfect (sic) passou de gestor de resíduos a director financeiro da Cidade da Cultura. Da merda ao sublime a golpe de tecla. Mas nom há que lhe fazer, ao Feijuto Mojamuto os computadores nom lhe dam mais que desgostos.
Resposta:
O primeiro deles ocorreu há tempo, quando o fragossauro ainda estava aqui. A fundaçom Escola Galega de Administraçom Sanitária (Fegas) precisava de um local onde desenvolver a sua benfeitora (e pública) actividade, razom pola qual foi convocado um concurso público ad hoc, muito aquelado a umha única empresa imobiliária, que tinha uns escritórios vazios no lugar desejado e no momento preciso. Mas depois de assinarem o contrato de compra-venda, os gestores públicos pagadores e a empresa cobradora voltárom a se reunir, para corrigir um certo pormenor quase sem importância: pagar à imobiliária um milhom de eurinhos mais. Semanas depois, o PP comprava a sua flamante sede no mesmo prédio e polo mesmo preço: um milhom de euros. As mentes malpensantes poderiam crer que o PP cargou às arcas públicas a compra da sua sede aproveitando a adquisiçom do local do Sergas no mesmo edifício. Mas nom: a explicaçom oficial é umha gralha dum funcionário da Junta, que se trompicou com o copy-paste e passou un par de paragrafinhos por alto no contrato hipotecário. Esa imperícia informática obrigou a reformar o contrato chuçando-nos mais um milhom de euros aos contribuintes. Que o PP comprara no mesmo prédio, à mesma empresa, nas mesmas datas e polo mesmo preço o seu próprio local nom é mais que casualidade da vida. Será.
Segundo: Oposiçons ao Corpo Superior de Funcionários, Grupo A1 da Junta de Galiza. Os exames repartem-se em galego e também em espanhol, para aqueles coitados que nom nos entendem nom, mas tenhem direito a um postinho. O exame em espanhol é perfeitamente legível, mas o de galego resulta indescifrável. Fala-se de “sentenzas asines” e “órganos de ado” e “secretarios de ión” (?!?)… "Ions de carga positiva ou negativa?", perguntavam-se os pobres opositores galego-falantes. 10% das perguntas em galego continham gralhas ortográficas ou estavam penosamente redigidas, devido ao mal uso de um corrector informático. Se os redactores das provas soubessem galego, (asinamente), nom teriam que recorrerem a tam traiçoeiros artefactos.
Terceiro: Apresentaçom dos orçamentos da Junta para 2010. Mentres todos os altos cargos mantenhem congelado o seu salário em aras da austeridade feijoniana, o presidente olha incrementados os seus emolumentos em 256 euros mensais. Nom é muito, talvez só dêem para pagar as letras da feijoneta, mas a cousa chama a atençom da oposiçom, sempre tam taimada. Novamente, a explicaçom é a máis lógica, adivinham?. Exacto: umha gralha informática, doadamente emendável. Mas haverá mais erros assim nos orçamentos? Dependerá umha autoestrada, um hospital, um pavilhom novo no mausoleu do Gaiás, do funcionário zoupom? Umha tecla e igual ficam sem cobrar o seu soldo os curas que vam trabalhar no SERGAS salvando as almas dos doentes desenganados.
Quarta: Perante tanta imperícia informática, o governo de Feijuto Mojamuto deve recorrer a profissionais para fazerem essas cousas da interné, que tam moderna fai parecer umha boa gestom. Depois de meses sem renovar a própria web da Xunta, toca pôr-se ao dia, e se para subir ao carro da modernidade há que pagar, paga-se o que faga falta. Concurso público para desenhar a página web do Jacobeu 2010: a empresa ganhadora é PLEXUS S.L., umha sociedade da que foram administradores vários subalternos de aquele invefável melómano chamado Pérez Varela. Como choiam estes tipos da PLEXUS, estes sim que sabem de informática: subírom a página web 20 dias antes de se publicar a resoluçom do concurso público! Rapidez e eficiência! Por tal cousa cobrarom 137.000 euros. Cen-to-trin-ta-e-se-te-mil. Tivérom que fazer cousas dificílimas, como descarregar um programa de software livre e aplicar-lhe um tema (também livre) e inserir um logo e subi-la a um server, no tempo que leva escrever este post. Tudo muito complicado… porque, quem de vós sabe sequer soletrar correctamente a palavra software? Ai, Feijuto! Mais inglês e menos galego!
"O 9 de setembro, a Consellería de Industria modifica por sorpresa o proxecto de lei [eólica] rebaixando o canon e ó día seguinte retira o texto da súa web confesando que se puxera aí "por erro". Exemplar."
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