Num artigo recente, o prestigioso jornalista espanhol Carlos Herrera, comentou a acçom realizada na Universidade de Santiago de Compostela por «un comando de violentos individuos que responden al nombre colectivo de Asociación Estudiantil de Esquerda Universitaria Agir», que metêrom várias galinhas numha aula que, polos vistos, ministrava «el muy ácrata e ilustrado profesor gallego Miguel Cancio». Herrera qualificou os protagonistas da galinhada de «gilipollas» e «borrachos matones».
Mas o que parecia um artigo-insulto (género estrela d Brunete Mediática) espanholista cara aos de AGIR, realmente revela umha semântica que destila um exacerbado nacionalismo imperialista galego por todos os lados.
Se você acaba de formular a estrondosa pergunta de antes, é que ainda nom reparou nessa semântica à que antes aludim. Leia bem acima e verá que Herrera se refere a Cancio como «profesor gallego». Se atendermos à legalidade espanhola, Cancio é ASTURIANO, pois é do município da Veiga de Riba d'Eu, oficialmente e em castelhano do Reino, Vegadeo, concelho que os imperialistas galleguzos situam na Galiza Irredenta.
Por isto podemos afirmar, sem rubor, que apesar da maquiagem que aplica à sua linguagem, Carlos Herrera é um genuíno patriota galego, com essa subtil referência à galeguidade da Veiga (de Riba d'Eu).
P.S.: o ilustre professor ga-le-go Miguel Cancio, o movimento Tetinhas e Pirolinhas Ceives mais a sua relaçom com a nossa língua comum ham merecer um outro artigo.

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