
Desde aqui queremos dar o nosso mais sentido apoio ao veículo da professora bilingüe de inglês Gloria Lago, convertido na enéssima vítima do terrorismo. Sim, nom exageramos. Vítima do terrorismo, porque há juristas como Cándido Conde Pumpido, fiscal geral do Império Pequeno, que defendem a doutrina jurídica de considerar ATENTADOS as agressons ao professorado, posto que, como funcionários, representam “a autoridade pública”.
Resposta:
26 % dos professores de ensino secundário afirmam terem sido objecto dalgumha agressom por parte dos seus alunos ou dos pais destes. Muito profe de Dios. A maioria deles nom denuncia, sabedores de que fazer passar por terrorismo umha piada pesada dos alunos será papel molhado. As razons que movem os autores destes atentados podem ser ridículas: umha reprovaçom, umha discussom, un castigo... Imaginem o risco que pode correr, por exemplo, unma (hipatética) intoxicadora de rançosa alcúrnia, à qual os seus alunos considerem umha profesora péssima que dá as aulas de inglês em castelhano, que aproveite a sua cátedra para disciplinar auto-ódio, ou que defenda o direito dos pais a decidirem que os seus filhos NOM APREENDAM.
Agora, esses centos de professores que tenhem de repor todos os anos algumha roda tenhem um espelho em que se mirarem: Gloria, un ósso duro de roer. Topou o seu Chevrolet branco (cuja matrícula pode ser consultada em Libertad Digital), cos vidros escachados e as rodas esfoladas, e agiu como nunca se poderia esperar dela: “ni corta ni perezosa”. Chamou à polícia, fíxo saber o caso aos meios afins, mostrou-se afouta e firme e exigiu que as autoridades que tanto lhe devem se solidarizassem com o seu vitimado carro.
Mais as condolências faziam-se esperar. Gloria papava as unhas: “Quê mais tenho de sofrer para que me reconheçam a minha condiçom de vícima?”, pensava (é um falar) entanto olhava umha e outra vez o ecrám do telemóvel em busca de sms de ânimo. Nestas chamou-na Federico Mecagüentos Losantos, que está em todas, e perguntou-lhe por Zapatero. Nom chamara aínda?
- Pues no
- Y Rubalcaba?
- Tampoco.
- Y Feijóo, que tanto te debe... tampoco ha llamado ese desagradecido?
- Ese menos - respondeu Glori, afogando um salouco.
- Esto no va a quedar así! - bramou o pequeno talibám das ondas. - Voy a ponerlo a caldo turolense!.
Logo após o caldo, chegou a chamada de Feijóo; tarde, mas chegou. Também a dalgum político do Partido Sem Orientaçom Especial. Mas nem a chamada de Obama ou do Papa de Roma serviria para consolar esta mulher inquebrantável do inconsolável, o de olhar o seu nome inserido num ponto de mira. A Gloria tanto lhe tenhem as chamadas de condolência: quer umha escolta!. Firme, impassível, denuncia: "Lo que no puede ser es que en una noche electoral en la que el nacionalismo se lleva un palo tan grande mi casa esté completamente desprotegida" (sic). Assim que Frijol deu sinais de existência solidária, recebeu da Gloria o seu carro de demandas:
- “Alberto, soy la persona más amenazada de Galicia”.
- “¿Más que yo, que soy el Presidente?” respondeu Frijol.
- “¡Pues claro!¡ Tú ni siquiera necesitas un coche blindado, o eso dices!”.
Veremos a Gloria indo ao IES Santomé de Freixeiro na Gran Via viguesa no sonado Audi? Talvez Frijol poida dar um uso a essa herança de Torito que tanto lhe queima na garagem. Agora Gloria, di, por fim, sentir-se apoiada. Sobreviverá.
Assim que, desde aqui, queremos sumar-nos à demanda de Gloria. Exigimos que Feijóo chame a TODOS os profesores agredidos por alunos e pais, para lhes dar ânimos. Exigimos que ponham guardas nos seus domicílios e garagens, ao menos em datas assinaladas (depois de cada avaliaçom, por exemplo). Exigimos carro para eles!. Com chofer, a ser possível!. Exigimos que aos docentes agredidos lhes seja reconhecida a sua condiçom de vítimas do terrorismo, e que isso traia aparelhada, claro está, a correspondente assignaçom pecuniária. Avante, profes agredidos, Frijol non vos pode negar nada! Gloria indica-vos o caminho, e ela sim que sabe latim!
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