
Gorrina Porro, ex-conselheira de Família-como-Deus-manda, e também ex-alcaldesa da muito nobre e leal cidade de Vigo, acaba de se destacar com um depoimento sobre a situaçom precária e lamentável que a língua espanhola passa na Galiza. Num acto político em que participou com o Tío Pío, Gorrina afirmou que a “derrogaçom do decreto do galego é algo prioritário” (sic). Nem AVEs, nem a ponte de Rande, nem crise, nem desemprego, nem EREs em Citroën, nem a sanidade... para a principal opositora da primeira cidade de Galiza, o prioritario é o Decreto do galego.
Tudo porque, segundo ela, "O castelhano passa por problemas" (sic). Leva razom: dos 17 jornais de informaçom geral que há na Galiza, só 15 estám escritos em castelhano. Dos 8 canais de televisom que se podem captar en qualquer receptor de Galiza (locais aparte), só 7 emitem em catelhano, e o mesmo se poderia dizer da rádio. Mesmo o ano passado, de 497 filmes esterados em Galiza, só 496 fôrom em castelhano. Um filme galego apresentou-se ao público em galego.. e nem sequer tinha subtítulos! Viver em castelhano, em Galiza, é umha tarefa impossível. Como di a Gorrina, "a imposiçom do galego é intolerável".
O "problema lingüistico" (sic), para a Górri, "é um debate aberto na sociedade galega que os poderes públicos nom querem reconhecer". Tam preocupante é este clima de confrontaçom civil? “Virulento”, aponta o Tio Pío. Tanto, que Górri laia-se com essa voz chorona a que nos tem tam afeitos nas suas conferências de imprensa: "Se o PP nom derroga o Decreto do galego, vou-me”. Tomamos nota. Seria mais umha vítima da intolerância. Acharemo-la de menos?
conita sen ou san, que non lembro como era

Só lhe falta a música de Henry Mancini de fundo! Tarám, tarám...
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