
O partido de Rosaspaña, UPyD (Ultras Peyorativos y Delirantes) acaba de reformar a sua cúpula. Numha nota de imprensa, escueta como a própria militância da seita, afirma-se que o objectivo a curto prazo é consolidar-se como “quarto partido galego”.
Pois nom, ho, nom. Andan trabucados. A quarta força política en Galiza é... o silêncio.
E nom tem a ver com a maioria silenciosa que tam sabiamente os arúspices do governo frijolano sabem interpretar como ninguém. É o silêncio como minoria ruidosa, como gente que, em opçom para alguns discutível, mas desde logo absolutamente respeitável, decidem votar em ninguém. E isto, que é umha opçom política deliberada e consciente, deve ser tido em conta: Há milhares de pessoas que pensam que nengum representante da classe política é merecedor do seu voto, mas que ainda asim votam em vez de ficar na casa, quentinhos no mejo, porque nom querem diluir a sua voz quatrienal entre os que por diferentes razons (por lacazanaria, doença, impedimento físico ou psíquico, deslocamento, indocumentaçom, força maior ou menor, querulência ou desencanto) nom votam.
Resultados eleiçons ao parlamentinho de cartom 2009:
UpyD: 23.529 votos, 1’46%
Voto en branco: 27.813 votos, 1’71%.
Fica claro, portanto, que UpyD nom pode consolidar-se como quarta força política em Galiza, pois nom o é. É a quinta. E fica claro que, ante os resultados eleitorais, há mais galegos que prefirem ver os escanos do parlamentinho de cartom baleiros, que ocupados polo cu dos representantes desta banda glotocida e pailana.
Dito isto como lembrança aos demais mass media (nós já o somos graças a vós, bem-amados leitores) da insignificância deste grupúsculo radical, acrescentemos como evidência desta tendência minguante a própria (des)composiçom da nova direçom política en Galiza de UpyD. E nom o dizemos nós, senom um militante da banda no seu próprio blogue:
Desde o estabelecimento de UpyD levam meia dúzia de coordenadores, (Antonio Cascón, Ildefonso Cejudo, Carlos Rubido, José Anido, Eloy González e agora Andrés Mosquera); a deserçom en massa da tropa fai que as eleiçons internas virem um exercício de “cooptación” (sic), e dado que nom há militantes davondo para formar agrupaçons locais (mínimo de 15) o partido (en tanto que representantes) fica reduzido aos sete integrantes recém elegidos do Conselho Territorial e 4 delegados provinciais.
E se ademais somamos as purgas rosalinistas e a capacidade da sua lideresa de fazer amigos na Galiza... Sic transit gloria mundi.
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