E, por fim, a terceira e última entrega de 525 anos de Doma & Castraçom: um ano antes... e dous depois. Antes de leres esta, lê antes as entregas um e dois.

Em 15 de setembro de 1486 entravam os Reis Católicos em Santiago de Compostela, o coraçom da Galiza. Com umha semana de adianto a respeito do Outono astronômico começava a longa temporada Outono-Inverno dos 525 anos em que ainda vivemos.
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O 15 de setembro (5 dias após o Gibraltar National Day e 4 após a Diada Nacional de Catalunya) poderia ser, pois, umha boa data para comemorarmos (e bebemorarmos) anualmente a Doma & Castraçom do Reino da Galiza.
Mas Belnando (ou Isafer, que tanto monta, monta tanto), autênticos Brangelina do Quatrocento no que a sex appeal e obras de caridade se refere (vejam-se como exemplo este par de posaos [F][Y] e El Libro del Limosnero, respetivamente), permanecerom em Compostela até o dia 6 de outubro.
Portanto, qualquer data entre 15 de setembo e 6 de outubro pode estar bem para comemorar (e bebemorar) a efeméride (especialmente se cair em fim-de-semana).
Bom, há entre umha e outra umha data que tem umha especial carga simbólica e que também poderia estar bem. Falamos, é claro, do dia em que entra o Outono (isso, no nosso Hemisfério, acontece em 22 ou 23 de setembro, dependendo do ano). Neste ano entrou na passada quinta-feira, dia 23:
Comeza o outono
Actualizada: 22-09-2010 10:26Na noite do mércores ao xoves, xusto ás 5:09 horas do día 23, o Sol pasará polo punto Libra ou Equinoccio de Setembro, momento no que comezará o outono no hemisferio boreal e, polo tanto, a Primavera no hemisferio austral.
No passado dia 15 do mês corrente (quarta-feira) comemorávamos, portanto, o 524º aniversário (525-1) da chegada dos Reis Católicos a Santiago de Compostela. No dia 6 do mês que vem (quarta-feira também) comemoraremos os 524 anos da sua saída (via Padrom e direçom Corunha) da capital dum cautivo y desarmado Reino da Galiza.
No ano que vem, por estas datas, comemoraremos (e bebemoraremos) os 525 anos de Doma & Castraçom pola segunda vez. Com efeito, em 17 de dezembro de 2008, coincidindo com o 525º aniversário da decapitaçom do Marechal Pardo de Cela, de Sei O Que Nos Figestes... comemorávamos os 525 anos de Doma & Castraçom do Reino da Galiza com umha tam espontânea como histórica concentraçom no Obradoiro que terminava mais ou menos assim:
O acto encerrou-se com a respeitosa audiçom da Marcha do Antigo Reino da Galiza em versom toque para telemóvel após a qual se ouviram-se berros de: Marcha! Marcha! Queremos Marcha! e Viva Galiza ceive, cruel e poderosa!
Os assistentes e a assistenta conjuraram-se para, no outono de 2011, quando comemoremos o 525º aniversário da viagem dos Reis Católicos a Santiago de Compostela (umha outra data possível e alternativa para o início simbólico da nossa doma e castraçom), encher a Praça do Obradoiro (cada um e umha comprometeu-se a levar um milhar de amigos/as).
[17-D: “Depois direis que somos cinco ou seis”, QUI, 18-DEZ-2008].
No ano que vem por estas datas comemoraremos (e bebemoraremos) os 525 anos de Doma & Castraçom pola segunda vez (1483-2008 / 1486-2011) e o periodo vital de Sei O Que Nos Figestes... (2008-2011) terá chegado ao seu fim. E, efetivamente, a nossa intençom é despedirmo-nos ao grande, com umha enorme Manifestaçom Nacional no Obradoiro (sob o lema provissório de 1486-2011, 525 anos de Doma & Castraçom: nem esquecimento nem perdom) em que esperamos ver-vos a todas/os vós (bom, a todas/os nom sendo a umha
)
No ano que vem 15 de setembro e 6 de outubro caem em quinta-feira. E o Outono entrará na sexta-feira 23 de setembro, às 09h04 (GMT) exatamente. Talvez o fim-de do sábado 17 (e domingo 18) pudera estar bem. Enfim, temos todo um ano para pensá-lo, já vos avisaremos em tempo!
Esse comentário teu, amigo Afonso Roda Pés, acaba de recordar-me umha velha ideia inédita que agora, com as pretensões da Chunga de Galícia de prorrogar mais um ano o Jacobeu, cobra nova atualidade: declarar 2011 (525º aniversário da viagem dos Reis Católicos à Galiza, arranque simbólico da Doma & Castraçom) ano "Saco-cheio" (em galego cerrado brazuca "saco" é "escroto", encher o saco é "chatear, incomodar, irritar" e "estar de saco-cheio" é o que na língua do Império Pequeno se di "estar hasta los cojones"). Saco-cheio 2011, 525 anos, "hasta los cojones" de Doma & "Castraçom"
E, efetivamente, a nossa intençom é despedirmo-nos ao grande, com umha enorme Manifestaçom Nacional no Obradoiro (...) em que esperamos ver-vos a todas/os vós (bom, a todas/os nom sendo a umha)
(...) Galicia, un viejo reino al que se ha negado históricamente cualquier autoexplicación (negadas y hasta ridiculizadas sus pretensiones de hacer su propia historia) para sustituirla por el legendario ajeno, que nos hace muy sabios en lo que le ocurrió a Guzmán el Bueno (¿) , que Dios guarde, o al Cid Campeador, “perro gallego”, como le llamaban al de Vivar los árabes del sur, para los que todo el norte era Gallaecia, cuando aquí sólo había España (el valle del Guadalquivir, sobre todo), la Gallaecia histórica bajo diversas extensiones, formas y reinos, y algunos enclaves menos conocidos.
(FERMÍN BOUZA, El Cid Campeador, perro gallego, EL PAÍS 22/01/2010)
En las fuentes árabes se impreca generalmente al Cid con los apelativos de tagiya ('tirano, traidor'), la'in ('maldito') o kalb ala'du ('perro enemigo'); sin embargo, se admira su fuerza bélica, como en el testimonio del siglo XII del andalusí Ibn Bassam, única alusión en que la historiografía árabe se refiere al guerrero castellano en términos positivos; de todos modos Ibn Bassam habitualmente se refiere a Rui Díaz con denuestos, execrándolo a lo largo de toda su Al-Djazira fi mahasin ahl al-Yazira... (Tesoro de las hermosas cualidades de la gente de la Península) con las expresiones «perro gallego» o «al que Dios maldiga».
http://es.wikipedia.org/wiki/Rodrigo_D%C3%ADaz_de_Vivar#El_Cid_en_la_literatura




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