Ainda que nem nos nossos sonhos mais otimistas teria começado assim de bem (bom, talvez nos nossos sonhos sim) o caso é que, mal começou, e o Campeonato Mundial de Futebol da África do Sul já se pujo ladeira acima para a que sem nengum tipo de dúvida é a melhor seleçom do mundo e indiscutível favorita, a seleçom pequeno-imperial (por favor, que pouco custa espanholar!).
Após a sua derrota a mãos, aliás, a pés da seleçom helvética (tinha de haver um galegófono!) a seleçom pequeno-imperial está obrigada a ganhar os dous jogos que lhe restam (frente às seleções de Honduras e o Chile) se quer continuar a aspirar ao título que por direito divino lhe pertence.
Mas, como já demostrou a Petite Suisse, no futebol nom há rival pequeno e a antiga colónia (Honduras independizou-se de Espanha em 1821) está disposta a fazer a hombrada ("Acción propia de un hombre generoso y esforzado", segundo o Dicionário da RAE, livre e criativamente traduzido por ombrada, "Mangado de erva", polo jornal Galicia Hoxe) e afundir/afundar (mandar a piqué, ao fundo) a antiga metrópole, mandá-la (castigada sem prima) para a casa:
Mendoza: 'Contra España nos tocará hacer la hombrada'
El segundo técnico de Honduras, Alexis Mendoza, ha reconocido que a su equipo le tocará 'hacer la hombrada' contra España, después de caer por la mínima (0-1) en su debut mundialista ante Chile.
O VINDEIRO LUNS
"A ombrada contra a Vermella"O segundo técnico de Honduras, Alexis Mendoza, recoñeceu que ó seu equipo lle tocará "facer a ombrada" contra España. Confía en "subir o nivel" ante o equipo de Vicente del Bosque o vindeiro luns.
Mas os hondurenhos nom estarám sós. Nas colónias pequeno-imperiais de Galiza, Euskal Herria e Països Catalans milheiros de pessoas (colonizadas mas nom psicolonizadas, zumbificadas, espanholizadas) torceremos pola única seleçom que nos representa neste Mundial e que, nom podendo ser a nossa, nom é outra que qualquer umha que jogar contra a seleçom pequeno-imperial. Como em Hernani! (V. El Mundo, QUI, 17-JUN-2010)
Porque os seus pesadelos som os nossos sonhos, as suas lágrimas as nossas risadas e as suas derrotas nossas vitórias som.
Vemo-lo nos bares!
Desconhecemos se na Galiza existe algum Bar Tegucigalpa (de emigrantes retornados ou imigrantes do país centro-americano) mas na Corunha, Vigo e Arteijo tenhem cadansua Rua Honduras onde, com certeza, há-de haver algum bar onde poder assistir o jogo pola televisom. Na sua falta, qualquer fonda (“Estabelecimento público onde se dá hospedagem e se servem comidas”) poderá nos valer ![]()
Caso irmos a um bar assistir o jogo, para visibilizarmos a nossa simpatia por Honduras, poderia ser recomendável auto-exigir-nos um mínimo dress code. Sugerimos chapéu de cowboy e bigode à moda do deposto presidente Manuel Zelaya (igual ao Quim Barreiros mas sem o acordeom).

Às duras e às maduras...
Sabemos que é difícil (também era difícil que ganhasse a Suíça) mas nom é descabelado sonhar com que a história e o resultado do jogo inaugural do Mundial'82 (onde a seleçom anfitriã nom conseguiu passar do empate com a de Honduras... e de pênalti!) se repitam.
Seja como for, um ou umha anti-Espanha que se preze tem de estar às duras e às maduras. Assim que, por favor, como diria o ex-ministro pequeno-imperial da guerra Federico Trillo, "pido-lhes que gritem finalmente comigo: VIVA HONDURAS!!!"
Atualizaçom SEG, 21-JUN-2010, 11h30 (hora portugalega)
Recolhendo o sentir popular manifestado nos comentários a este artigo combinamos hoje às 20h00 (hora pequeno-imperial), meia hora antes do início do jogo.
MEETING POINT: Praça (de La) Roja, no Eixample compostelano, onde desemboca a Rua República do El Salvador (alí dediremos em assembleia a que bar dessa rua vamos ver o Espanha-Honduras).
DRESS CODE: Chapéu de cowboy e bigode (à moda do deposto presidente Manuel Zelaya, igual ao Quim Barreiros mas sem o acordeom).
“Honduras venhem,
Honduras venhem,
Honduras venhem e vaaam...
Nom te vaias hondurenha,
nom te vaias sem marcar”

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