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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

21-F: Dia da Galiza Negra
Umha exclusiva de...
Franco Vicetto

Hoje, 21 de fevereiro de 2010, completam-se 45 anos da morte de Malcolm X, negro coma ti. Na sua lembrança, recuperamos dos arquivos da Via Anti-Colonial Activa (VA-CA) este histórico documento (com texto do Subcomediante H e imagem do Subcomediante Z), publicado há agora cinco anos. Viva o orgulho afro-galego!

Dia da Galiza Negra

Malcolm X é o melhor exemplo de um sentimento ainda vivo nos EUA: o nacionalismo negro e o orgulho de ser afro-americano. O 21 de Fevereiro de 1965 morreu assassinado durante um comício celebrado num salom de baile de Harlem (New York). Nom o matou o homem branco. Foram alguns dos seus irmaos pretos que nom entenderam, nom, o sentido da sua luita. Órfao de pai por causa das acções assassinas do Ku Klux Klan, Malcolm foi enviado com uma família adoptiva e mais tarde a um reformatório. Envolvido en diversas actividade criminosas, em 1946 foi condenado por roubo e recluso num cárcere. Lá começou a interessar-se pola doutrina de Elijah Muhammad, líder dos muslimes (muçulmanos negros). Malcolm dedicou o seu tempo na prisom a estudar. Quando foi libertado, em 1952, começou a sua luita em prol de uma república negra independente nos EUA, agora sob o nome de Malcolm X, substituindo simbolicamente o seu apelido, derivado da herança da escravatura, por um X que representava o nome desconhecido dos seus ancestrais africanos. As suas diferenças com o Elijah Muhammad obrigam-no a sair da organizaçom e fundar uma nova, agora de carácter laico, a Organizaçom da Unidade Afro-Americana. As más relações com o establishment converteram-no em alvo das balas. Começou a ser molesto para os seus supostos irmaos e isso custou-lhe a vida.

O nacionalismo galego sempre simpatizou com a causa dos negros. Negros e galegos, chegados à América em idénticos “negreiros vapores”, unidos pola sua condiçom de expatriados, mao de obra barata (ou gratuita) ao serviço de interesses alheios, igualados pola mesma escravatura:

«Castelhanos de Castilha, / Tratade bem os galegos: / Quando vam, vam como rosas; / Quando vem, vem como negros».

Escrevia indignada Rosalia de Castro em 1863, um século antes de que Bob Dylan descrevesse o sentimento de todos os desterrados:

«How does it feel like a complete unknown, like a rolling stone»

Negras e galegos, galegos e negras, memórias de um negro galego que deambula pola avenida Arcádio Pardinhas de Burela como um Panchito pós-moderno. É curioso que os nossos primeiros nacionalistas, os das Irmandades da Fala, apelassem ao vínculo fraterno: «Vede, irmaos galegos, o nosso programa», dizia o Manifesto da Assembleia Nacionalista de Lugo de 1918. Talmente como o movimento negro, que popularizou os termos «brother» e «sister» como apelativo universal entre negros e negras nos EUA.

Um dos participantes naquela Assembleia luguesa foi o humorista anti-colonial Afonso Daniel Rodríguez Castelao (aka «irmao Daniel»), inspirador da nossa organizaçom e grande amigo da naçom negra. Som conhecidas as suas Estampas de Negros, realizadas no exílio de New York e que foram publicadas, entre outros desenhos anti-fascistas, no semanário de esquerda Daily Worker. A impresionante actividade propagandística de Castelao nos EUA incluiu uma entrevista em Hollywood com a actriz Joan Crawford (dirigente da ajuda à República espanhola) ou um incrível encontro com trabalhadores galegos nas galerias das minas da Louisiana. Mas o que mais orgulho nos produz é que antes do final da guerra civil, o nosso heroi foi nomeado presidente honorífico da Federaçom Internacional de Sociedades Negras de New York. Para além de «irmao Daniel», Castelao era um brother, um man in black. Negro como um chamiço.

«Galiza somos nós, a gente e mais a fala: se buscas a Galiza, em ti tens que atopá-la», explicava o poeta Manuel Maria. Os galegos somos de todas as cores, formas e sabores possíveis. Galegos como o gaiteiro Abdul Solveira do programa Sítio distinto, que Antón Reixa dirigiu na TVG a princípios da década de 90. Ou como Antonio Machín, cantor de boleros, nascido em Cuba filho de uma negra e um galego: «No hay una iglesia de rumbo, / no hay una iglesia de pueblo, / donde hayan dejado entrar / al cuadro angelitos negros».

Negros e negras que falam galego cerrado em Lisboa, na Bahia ou em Maputo. Tam longe e tam pretos! Afro-galegos como o Doutor Karamba, catedrático de Parapsicologia da Universidade de Maputo e assessor científico da VA-CA. Galegas que estamos negras após o desastre do Prestige, que tingiu para sempre de negro a nossa bandeira. Todas e todos estamos chamados a celebrar este 21 de Fevereiro o Dia da Galiza Negra. Justo ao dia seguinte do referendo da Constituiçom europeia. Porque, polo sim ou polo nom, nunca mais devemos esquecer o que somos: CLARAMENTE NEGROS.

Escrito às 0:00 nas castegorias: Franco Vicetto, Maria Parrulinho, Back to the Future
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Terça, 22 de Dezembro de 2009

20 anos sem Andrés do Barro: Saudade de ti
Umha exclusiva de...
Jenaro Jesus Marinhas

Cartaz editado cinco anos atrás por "Saudade de ti",
comissom de homenagem a Andrés do Barro no XV aniversário do seu falecimento.

“Desde los Reyes Católicos han comenzado los castellanos a cargarse pueblos, cuando el gallego no hay quien se lo cargue... ‘”¿Usted de dónde es?”, decían los castellanos, “Yo gallego...”. Y ¡zas! se lo cargaban”.

[Andrés do Barro, em Mundo Joven, 20 de Novembro de 1971. Via A Regueifa].

Em 22 de Dezembro de 1989 a Andrés do Barro tocava-lhe o gordo da Lotaria do Natal. Num dia igual ao de hoje, 20 anos atrás, deixava-nos Andrés do Barro.

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Escrito às 00:00:00 nas castegorias: Jenaro Jesus Marinhas, Back to the Future
Correio-e , 280 palavras • Chuza!

Sábado, 24 de Outubro de 2009

As vacas nom entendem de mudanças horárias! GZ=GMT!
Umha exclusiva de...
seoique

"Nesta pouco conhecida instantánea de 1940 podemos ver o Afonso Rodrigues Castelao, ilustre polígrafo rianxeiro, poeta em Nova Iorque, filho dumha pátria desconhecida e pai da mesma, profeta n'A Nossa Terra, excepçom que confirma a regra, man in black, quatro-olhos e precursor do fuso-reintegracionismo, encaramado no alto dum arranha-céu a pôr o relógio em hora, pola velha, protagonizando umha acçom reivindicativa digna dum especialista em cenas de risco, Vicente Risco" [va-ca.org].

Embora oficialmente nascida em 12 de Outubro de 2002, Dia de la Hispanidad, um mês e um dia antes do mayday do Prestige, o primeiro ato público da Via Anti-Colonial Activa (VA-CA, desaparecida em 26 de Abril de 2006) foi a publicaçom, em 24 de outubro de 2002, do seu coMUUUnicado#1, intitulado Umha Hora nom é Suficiente: Dobro ou Nada! GZ=GMT!, com motivo da mudança do horário de verao para o de inverno.

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Escrito às 0:00 nas castegorias: Back to the Future
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Quarta, 17 de Junho de 2009

Com tractorada na rua, o leite continua!
Umha exclusiva de...
Gennara del Bruzzo
muuuu

Por se nom és deste país ou se pensas que o leite sai directamente do cartom e nom de um úbere, direi-che que hoje há tractorada na Galiza. Trata-se de umha medida de presom insólita, pois havia perto de quatro anos que nom se realizava nenhuma no país. Aliás, de cobertura nacional é a primeira numha década, boa amostra do grave da situaçom.

Como nom somos gente alheia aos problemas do país é que aderimos entusiastamente a proposta de "tractorada virtual" que podeis ver desde ontem neste blogue.

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Escrito às 11:17 nas castegorias: Gennara del Bruzzo, Sei o que ides fazer
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Segunda, 22 de Dezembro de 2008

19 anos sem Andrés do Barro: Saudade de ti
Umha exclusiva de...
Jenaro Jesus Marinhas

Cartaz editado há quatro anos por "Saudade de ti", comissom de homenagem a Andrés do Barro no XV aniversário do seu falecimento.

“Desde los Reyes Católicos han comenzado los castellanos a cargarse pueblos, cuando el gallego no hay quien se lo cargue... ‘”¿Usted de dónde es?”, decían los castellanos, “Yo gallego...”. Y ¡zas! se lo cargaban”.

[Andrés do Barro, em Mundo Joven, 20 de Novembro de 1971. Via A Regueifa].

Em 22 de Dezembro de 1989 a Andrés do Barro tocava-lhe o gordo da Lotaria do Natal. Um dia como hoje, há 19 anos, deixava-nos Andrés do Barro.

Com licença de Dom Pero Pardo de Cela, Andrés Lapique do Barro (Ferrol, 1º de Outubro de 1947 - 22 de Dezembro de 1989) é um dos nossos maiores heróis. Como dizia a tristemente desaparecida VA-CA (Via Anti-Colonial Activa) no seu incendiário coMUUUUnicado #10, publicado precisamente logo após o incêndio da torre Windsor de Madrid, que agora resgatamos:

"Méritos tem de sobra. Foi o maior artista pop galego de todos os tempos. Foi um autêntico precursor da substituiçom simbólica que preconiza a nossa organizaçom. Segundo conta o seu amigo e letrista Xavier Alcalá, Andrés do Barro tinha um objectivo principal na sua vida: varrer do mapa da Galiza o Manolo Escobar"

Em homenagem a Andrés do Barro, 1º de Outubro foi declarado pola VA-CA Dia do Orgulho Neofalante.

De hoje num ano comemoraremos o vigésimo aniversário da morte de Andrés do Barro. E daquela, como hoje, como sempre, sentiremos saudade dele. Saudade de ti.

Escrito às 00:00:00 nas castegorias: Vários, Jenaro Jesus Marinhas, Back to the Future
Correio-e , 267 palavras • Chuza!

Começámos?

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Tenho umha 'coraçonada'

Por aquí se va a Madrí!

Contra Espanha e o Capital, "dientes, dientes que es lo que les jode"